Conforme o Onze de Maio já havia adiantado, o PL não vai apoiar a candidatura de Daniel Vilela (MDB), e a eleição em Goiás caminha para ter segundo turno
Marcus Vinícius de Faria Felipe
Em visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Papudinha, ala destinada aos detentos com patente na Polícia Militar, o senador Wilder Morais teve a confirmação de que será o candidato ao governo de Goiás. Bolsonaro deu aval à sua candidatura, e Wilder comemorou com uma postagem nas suas redes sociais:
“Em 2022, ele me convidou para ser senador e agora, mais uma vez, fui buscar orientação e recebi a confirmação de que devo seguir em frente como pré-candidato ao Governo de Goiás. E, principalmente, construir um espaço próprio para apoiar e trabalhar pelo pré-candidato, também escolhido por ele para a Presidência da República, Flávio Bolsonaro. A partir dessa orientação, vamos trabalhar para eleger presidente da República, governador do Estado, senadores, deputados federais e estaduais que sempre seguiram essa mesma linha, com coerência, e que continuem defendendo aquilo em que acreditamos”, afirma Wilder.
Desde o ano passado o Onze de Maio tem alertado para o movimento de independência do senador Wilder Morais em relação ao Palácio das Esmeraldas. Em novembro publicamos o artigo” Wilder joga eleição para o 2º turno, enfraquece Daniel e fortalece oposição” quando Wilder Morais deixou claro sua fidelidade ao projeto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), anunciou candidatura e se colocou “dono da franquia Bolsonaro” em Goiás, deixando claro que não concordava com a tese do deputado Gustavo Gayer de apoiar a eleição de Daniel Vilela (MDB) ao governo do Estado.

Na sequência, analisando a consolidação do nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como principal candidato de oposição ao governo do presidente Lula (PT), ressaltamos que não haveria outra opção ao PL senão lançar candidato próprio em Goiás e na maioria do Estado. No artigo, “Flávio Bolsonaro se consolida e isto é péssimo para Caiado e Daniel“, pontuamos o cenário político de 2026:
“A política é feita de sutilezas, já ensinava Maquiavel. Com Flávio em alta a direção do PL não vai abrir mão de lançar candidatos a governador em todos os estados onde isto for viável, como é o caso de Goiás, onde o senador Wilder Morais(PL) disputa com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) para ser o candidato que vai disputar o segundo turno contra Daniel Vilela (MDB). E é preciso dizer que Wilder Morais precisa disputar esta eleição. Seu mandato ao Senado termina em 2030, e como dizia o grande Ulysses Guimarães, “política é igual a futebol, time que não joga não tem torcida”.

Wilder deu a largada para as eleições deste ano. É provável que Gustavo Gayer e outros deixem o PL e assinem filiação ao NOVO, para firmar a aliança com o MDB e a candidatura de Daniel Vilela, porém, o grosso do bolsonarismo deve ficar com Wilder e o movimento desta boiada vai abalar as placas tectônicas que sustentam o Palácio das Esmeraldas.