Duas pesquisas divulgadas neste semana que passou mostram o governador Daniel Vilela (MDB) em vantagem na disputa eleitoral.
Marcus Vinícius de Faria Felipe
A primeira delas, do Goiás Pesquisas, publicada no site Diário de Goiás, mostra o emedebista com 32,6% e o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) com 18,6%. Neste mesmo levantamento, que é estimulado, o senador Wilder Moraes (PL) aparece com 12,2%, o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT) com 3,1%, a professora Cintia Dias (PSOL) com 2,6% e o ex-vereador Telêmaco Brandão (Novo) com 1,1%.
A Goiás Pesquisas foi realizada entre os dias 27 e 29 de maio. Foram ouvidas 1.150 pessoas em 75 municípios goianos. A margem de erro é de 2,89 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A amostra está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número GO-01340/2026.
O segundo levantamento, feito pelo Instituto Numem Data, veiculado pelo site A Redação, põe Daniel com 27,8%. Wilder com 23,1%, Marconi com 17,5%, a deputada federal Adriana Accorsi (PT) com 14,6%. Há uma rejeição de 11% do eleitorado sobre os nomes apresentados, 5,8%, afirmaram que estão indecisos.
O levantamento ouviu 1.507 eleitores em Goiás entre os dias 1º e 2 de junho de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número GO-08774/2026, conforme a Resolução nº 23.600 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O que une as duas pesquisas é a possiblidade de que a eleição seja disputada em dois turnos.
Segundo o apontamento do Goiás Pesquisas, a soma dos votos dos candidatos de oposição (Marconi,Wilder, Luis, Cintia e Telêmaco) totaliza 37,6%, contra os 32,6% do candidato do MDB, portanto, Daniel Vilela, em tese, tem que crescer 5 pontos percentuais, mais um voto, para vencer no primeiro turno.
Já na amostra do Instituto Numem Data a vantagem da oposição é maior: 55,2%, considerando a soma dos votos de Wilder, Marconi e Adriana, enquanto Daniel Vilela aparece com 27,8%.
Ainda é cedo para fazer prognósticos precisos sobre as eleições, mas tanto uma, quanto outra pesquisa revelam que os candidatos oposicionistas tem posição bem definida no eleitorado, porém, o pêndulo que pode definir a eleição está nos extremos, de um lado, o voto progressista (PT, PSOL, PV, PDT, PC do B, PSB), de outro o eleitor bolsonarista. Para onde pender um e outro será definida a eleição.
A aferição feita pelo Instituto Numem Data revela o que outras pesquisas já haviam apontado, que é a boa performance da deputada federal Adriana Accorsi. Quando seu nome é colocado os votos do PT e do eleitor progressista avançam até a casa dos dois dígitos. Outra situação é a disputa entre Marconi e Wilder. Os números indicam que juntos eles equilibram as forças contra a máquina governista, mas é improvável que estejam juntos, uma vez que o PL tem um projeto nacional que exige lançamento de candidatos próprios em todos os Estados. Somente no segundo turno será possível entender para onde irão caminhar os votos bolsonaristsas e progressistas.