Sem espaço para ser candidato a presidente, e sem interesse pela vice, Caiado deve disputar mandato parlamentar, inclusive para deputado federal
Marcus Vinícius de Faria Felipe
O governador Ronaldo Caiado (PSD) deve deixar o governo no dia 1º de abril próximo. Faltam, portanto, 8 dias para sua desincompatibilização.
Caiado anunciou que não pretende ser candidato a vice na chapa presidencial do PSD, que deve ser lidera pelo governador do Paraná, Ratinho Jr. Tudo indica, portanto, que Ronaldo Caiado deve disputar o Senado.
Mas e a Gracinha?, pergunta o leitor.
Ora, dona Gracinha Caiado, que está filiada ao União Brasil, deve ser candidata também, afinal, não há impedimento legal. Dona Iris Araújo (PMDB) foi suplente na chapa de senador de Maguito Vilela (PMDB), em 1998, com o seu esposo, Iris Rezende (PMDB), candidato ao governo do Estado. Lúcia Vânia foi candidata ao governo do Estado em 1994 com o esposo, Irapuam Costa Jr. candidato ao Senado.
Mas e o Vanderlan, o Zacharias, o Baldy, o Gustavo, como ficam?, insiste o leitor.
Tem vaga para suplente nas duas chapas.
Não há nada definido, mas este pode ser um caminho que o governador pode tomar. Ou pode fazer como o ex-governador Aécio Neves (PSDS), e candidatar-se a deputado federal. Esta seria uma rota menos traumática para a base governista, e, de quebra, levaria a um aumento da bancada governista.
Mas é preciso lembrar que as regras eleitorais mudaram para evitar o fenômeno dos candidatos “puxadores de votos” (que, com uma votação astronômica, elegiam vários colegas de chapa que tiveram votações menores).
Nas eleições de 2022, o coeficiente eleitoral para deputado federal foi de 202 mil votos, e neste ano de 2026, o cálculo deve ser parecido. Para ser beneficiado da votação de um puxador de votos o candidato precisa ter recebido, no mínimo, 10% do quociente eleitoral, que neste ano pode ficar entre 20 mil a 22 mil votos.
Como candidato a deputado federal Caiado deve ajudar a eleger pelo menos mais quatro a cinco deputados e uma bancada de seis votos sempre faz diferença na Câmara Federal.
A conferir.