Em 1938, o selecionado brasileiro foi uma das sensações do torneio, em 1978, terminou invicto e impedido de ir à grande final
O Brasil foi bronze duas vezes em copas do mundo, a primeira em 1938, na França, onde o grande destaque foi o craque Leônidas da Silva, o “Diamente Negro”, inventor da bicicleta no futebol.
O Brasil garantiu o bronze de 1938 após derrotar a Suécia pelo placar de 4 a 2. Leônidas da Silva terminou a competição como artilheiro com 7 gols. O torneio de 1938 marcou o primeiro grande resultado expressivo da Seleção Brasileira em Copas do Mundo.

Liderada pelo técnico Ademar Pimenta e contando com grandes nomes como o zagueiro Domingos da Guia e Leônidas, a equipe teve uma trajetória marcante:
Oitavas de final: O Brasil superou a Polônia por 6 a 5 em um jogo alucinante na prorrogação. Esta partida ficou famosa por um gol marcado por Leônidas enquanto ele jogava descalço devido às condições do gramado enlameado.
Quartas de final: Após uma dura “Batalha de Bordeaux” que terminou empatada em 1 a 1, o Brasil venceu o jogo de desempate contra a Tchecoslováquia por 2 a 1.
Semifinal: A Seleção foi derrotada pela Itália (que viria a ser bicampeã) por 2 a 1. Leônidas estava lesionado e não pôde atuar nesta partida.Disputa do 3º lugar: Na despedida do mundial, o Brasil venceu os suecos por 4 a 2, com gols de Romeu, Perácio e dois de Leônidas

1978 a Copa roubada
Em 1978, após ter sido roubado pela ditadura Argentina, que comprou 6 jogadores do Peru e foi à final da copa contra a Holanda, o Brasil decidiu o terceiro lugar contra a Itália e ficou com o bronze, vencendo por 2 a 1, com gols de Nelinho e Dirceu.

Na estréia contra a Suécia, juiz apitou o fim da partida sem reconhecer gol de Zico
A caminhada brasileira começou no dia 3 de junho, diante da Suécia, no Estádio Mundial-78, em Mar del Plata. A partida terminou empatada por 1 a 1, com gol de Reinaldo para o Brasil.
O confronto ficou marcado por uma decisão do árbitro galês Clive Thomas. Nos instantes finais, após cobrança de escanteio de Nelinho, Zico cabeceou para o gol e balançou as redes. No entanto, o árbitro encerrou a partida antes da conclusão da jogada, invalidando o lance.
A decisão gerou forte repercussão e questionamentos. Posteriormente, Thomas foi suspenso pela FIFA, e o episódio passou a ser lembrado como uma das arbitragens mais controversas da história das Copas do Mundo.
Empates e vitória garantiram classificação à segunda fase
Na segunda rodada, disputada em 7 de junho, o Brasil empatou por 0 a 0 com a Espanha, novamente em Mar del Plata.
A primeira vitória veio no terceiro compromisso da fase inicial. Contra a Áustria, a Seleção venceu por 1 a 0, com gol de Roberto Dinamite, garantindo a classificação para a etapa seguinte da competição.Apesar do triunfo, o Brasil terminou o Grupo 3 na segunda colocação, atrás da própria Áustria, que liderou a chave. Ainda assim, avançou para a segunda fase do Mundial.

Formato da Copa substituía semifinais por grupos decisivos
Diferentemente do modelo atual, a Copa do Mundo de 1978 não possuía semifinais. Após a fase inicial, as oito seleções classificadas foram divididas em dois grupos de quatro equipes.
Cada seleção enfrentava os demais integrantes de sua chave, e apenas os líderes avançavam para a decisão do título mundial.

O Brasil foi colocado em um grupo que reunia também Argentina, Polônia e Peru, cenário que transformou cada partida em uma disputa direta por uma vaga na final.
No primeiro jogo da segunda fase, disputado em Mendoza, a Seleção Brasileira derrotou o Peru por 3 a 0. Dirceu, duas vezes, e Zico marcaram os gols da vitória. Em seguida, ocorreu um dos confrontos mais aguardados do torneio: Brasil e Argentina. Jogando em Rosário, diante de um estádio lotado por torcedores argentinos, as equipes empataram por 0 a 0.
O resultado manteve o Brasil na liderança do grupo pelo saldo de gols, deixando a definição da vaga para a rodada final da segunda fase.
Argentina comprou 6 jogadores do Peru e venceu por 6×0
Na última rodada, o Brasil entrou em campo antes da Argentina e venceu a Polônia por 3 a 1, em Mendoza. Nelinho e Roberto Dinamite, que marcou duas vezes, garantiram o resultado positivo. Com a vitória, a Seleção aguardava o desfecho da partida entre Argentina e Peru. Para avançar à final, os argentinos precisavam superar o Brsail no saldo de gols.
Videla e Kissinger no vestiário do Peru

Terceiro lugar foi conquistado diante da Itália
Sem vaga na final, o Brasil disputou a decisão do terceiro lugar contra a Itália, no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires. A equipe brasileira venceu por 2 a 1, de virada, com gols de Nelinho e Dirceu, encerrando sua participação no torneio sem sofrer derrotas.
O resultado garantiu a terceira colocação e consolidou uma campanha marcada pela consistência defensiva, pela invencibilidade e pelas discussões sobre o regulamento que impediu a Seleção de disputar o título mundial.
Com informações da CBF, Placar, Jornal Grande Bahia e redes sociais
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