PT reconstruiu bases com militância, MDB retomou protagonismo em Goiás, PSDB ficou isolado
Marcus Vinícius de Faria Felipe
Findada a apuração dos votos as urnas falaram em Goiás e reelegeram no primeiro turno o governador Daniel Vilela (MDB). Ele e sua coligação que reúne onze partidos (MDB, PSD, União Brasil, PP, Republicanos, PRD, Solidariedade, Mobiliza, Democrata, Agir, Avante e Podemos) elegeram 27 deputados estaduais, 11 federais, uma senadora, e portanto, foi o grande vitorioso.
Mas entre os que não venceram a corrida pelo Palácio das Esmeraldas também houve vencedores e vencidos. É o caso do ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT). A aliança dos sete partidos formada por PT, PDT, PSB, PV, PC do B, Rede PSOL, totalizou 356.692 votos (0,82%) para governador, 525.732 votos para deputado federal; 388.415 votos para deputado estadual e 636.927 votos para o Senado. O PT manteve os dois deputados federais e passou de três para quatro estaduais.
Houveram outros números favoráveis à campanha de Luis Cesar: o presidente Lula (PT) teve 31,06% dos votos neste 1º turno e ficou à frente do ex-governador e presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), que totalizou 12,33% dos votos. Mais ainda: A deputada federal Adriana Accorsi foi a mulher mais votada, com 177.103 votos, ficando em segundo lugar na disputa, assim como Fabrício Rosa e os seus 81.540, em defesa dos direitos e garantidas da comunidade LGBTQI+.
No somatório de votos para governador, Luis Cesar Bueno ficou em terceiro e com seus 356.692 (9,82%) ficou à frente do ex-governador Marconi Perillo (PSD), que somou 315.676 votos (8,69%). A aliança PSDB-Cidadania elegeu três deputados estaduais, mas não logrou êxito de ter novamente um representante na Câmara Federal, e os candidatos ao Senado, lançados em cima da hora, não conseguiram entrar de fato na disputa.
Fica a lição de quem fez o jogo coletivo, como o MDB comandado por Daniel Vilela e o PT, cuja bandeira Luis Cesar segurou com coragem e dignidade.
Ah, mais e o PL hein?
Sim o PL teve uma grande vitória com a eleição de Gustavo Gayer ao Senado, manteve a bancada de quatro deputados que tinha eleito em 2022 na Alego e também os quatro que tinha na Câmara Federal. Wilder Morais não foi para o segundo turno, mais o presidenciável Flávio Morais foi o mais votado no Estado. Dito isso, fica a impressão de que eles, o PL e o bolsonarismo tem este tamanho, mas ainda não tem capacidade política para construir um projeto que seja capaz de eleger um governador e fazer maioria política em Goiás.
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