Em encontro com empresários, os presidente do PL, Valdemar da Costa Neto e do União Brasil, Antônio Ruêda, informarqam que irão trabalhar para não votar a redução da jornada de trabalho. Entre as empresas presentes na reunião, estavam nomes ligados ao varejo e a companhias como Google, iFood e JHSF.
O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, afirmou em encontro para empresários, organizado pelo Grupo Esfera Brasil, na cidade de São Paulo, que o plano dos bolsonaristas é “trabalhar para não deixar votar de jeito nenhum”, o fim da escala 6×1. O projeto está sendo debatido no Congresso Nacional e tem o apoio do presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT). O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que o relator da proposta na CCJ será indicado ainda nesta semana. A ideia é reunir os textos apresentados pela deputada Érika Hilton, do PSOL-SP, e pelo deputado Reginaldo Lopes, do PT-MG.
Valdemar da Costa Neto, pediu “pressão dos empresários” para ajudar na luta pela manutenção da escala 6×1. Ele chamou a proposta feita pelo governo Lula de “bomba”. nEle disse, em um evento com empresários de São Paulo, que é “difícil” para um deputado ou senador votar contra o fim da escala 6×1, ou que “se o camarada votar contra é muito difícil para ele”.
“Se puser isso em pauta, é muito difícil não passar, eu tenho que ser honesto com você”, continuou no evento do grupo Esfera, que reúne representantes e defensores de financistas e grandes empresas.
Por isso, segundo Valdemar, o plano dos bolsonaristas é “trabalhar para não deixar votar de jeito nenhum”.
Valdemar ainda pediu “a pressão dos empresários em cima de seus deputados, para a gente segurar isso para não votarmos”.
“O que nós pretendemos fazer? Trabalhar com o presidente da Câmara e segurar isso aí na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça], é onde vai ser a guerra”, revelou.
Na segunda-feira (23), o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, reafirmou que as prioridades do governo Lula para o próximo período serão acabar com a escala 6×1, passando para o máximo de 5×2, e reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais.

Segundo Valdemar da Costa Neto, a proposta que dá aos trabalhadores um dia a mais de descanso por semana é “uma bomba para o país” e, caso aprovada, iria “prejudicar o país”.
O presidente do União Brasil, Antônio Ruêda, defendeu que a proposta, “muito danosa para a economia”, seja “barrigada”, isto é, tenha sua discussão atrasada o máximo possível.
“Eu defendo uma posição junto com o Valdemar de que a gente possa construir uma blindagem dentro das comissões, principalmente na CCJ, para poder ir ‘barrigando’ isso”, declarou Ruêda.
O ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, argumentou em um evento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que “há uma tendência mundial de você ter uma redução” na jornada de trabalho.
