A frase que ficou consagrada nas transmissões de futebol serve para ilustrar que o governo dos Estados Unidos sentiu na pele a falta de abastecimento do petróleo, com o fechamento do Estreiro de Ormuz pelo Irã, e agora começa a rever a política de sanções ao petróleo da Rússia.
A escalada de preços do barril de petróleo está pesando no bolso dos consumidores dos Estados Unidos, e o presidente estadunidense Donald Trump recua e agora permite que a Rússia venda parte da produção. O petróleo russo estava sob sanção desde o início da guerra na Ucrânia. Bom para o mundo, ruim para Vladmir Zelensky, o marionete de Washington que está sentado no cargo de presidente da Ucrânia.
O Departamento de Tesouro dos EUA emitiu uma licença que autoriza a venda de petróleo bruto russo e de produtos petrolíferos que tenham sido carregados em navios às 00h01 de 12 de março ou antes, até 11 de abril.
A medida ocorreu depois que Washington também permitiu, na semana passada, de forma temporária, que o petróleo russo que havia ficado retido no mar fosse vendido à Índia.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou em um comunicado divulgado na quinta-feira (12) que a nova autorização tem como objetivo “ampliar o alcance global da oferta existente” de petróleo bruto.
Mas insistiu que se trata de uma “medida limitada e de curto prazo”.
Acrescentou que não proporcionaria “um benefício financeiro significativo ao governo russo, que obtém a maior parte de suas receitas energéticas a partir dos impostos aplicados no ponto de extração”.

O enviado russo para assuntos econômicos, Kirill Dmitriev, afirmou nesta sexta-feira (13) que o mercado mundial de energia “não pode permanecer estável” sem o petróleo de Moscou.
“Os Estados Unidos reconhecem, de fato, o que é evidente: sem o petróleo russo, o mercado mundial de energia não pode permanecer estável”, escreveu no Telegram.
O petróleo do tipo Brent, referência no mercado internacional, permanecia com uma cotação superior a 100 dólares por barril nesta sexta-feira.
Na quarta-feira, o presidente francês Emmanuel Macron, que exerce a presidência do G7, conversou com seus homólogos do grupo e anunciou “um consenso” sobre que não deveriam mudar sua posição a respeito da Rússia.
“Afirmamos na reunião do G7 que esta situação em nenhum caso justifica suspender as sanções existentes contra a Rússia”, afirmou o mandatário.
A guerra no Oriente Médio desorganizou os setores energéticos e de transporte do mundo, praticamente paralisando a atividade no estratégico Estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do petróleo mundial.
TVTNews – Foto: The White House