Tijolaço: Ministro ‘entrega’ promiscuidade de pastores com Ribeiro

Tijolaço: Ministro ‘entrega’ promiscuidade de pastores com Ribeiro

O depoimento do atual ministro da Educação, Victor Godoy Veiga, publicado pelo Estadão, joga abaixo toda a história montada por Milton Ribeiro para negar a relação de promiscuidade com os pastores que arrecadavam “doações” de prefeitos para facilitar a obtenção de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

Ass declarações, dele e de outros servidores do Ministério foram dadas à Controladoria Geral da União, integram o inquérito da Polícia Federal e revelam a total cumplicidade do ministro com a dupla que traficava influência no Ministério.

Veiga diz que Ribeiro quis “nomear o próprio pastor Arilton Moura para um cargo no MEC”, mas que este não aceitou, porque o salário era baixo – R$ 10.373,30 – e pediu um melhor, afinal barrado pela Casa Civil por “infomações não-favoráveis”.

A solução encontrada foi dar a “boquinha” para Luciano Freitas Mussi, que funcionava como “olheiro” dos pastores, para repassava ele e para Gilmar Santos informações sobre o andamento dos convênios com prefeituras que estavam apresentando problemas e, portanto, onde dava para “vender facilidades”.

O ex-assessor do MEC Albério Rodrigues Lima – segundo parte do relatório obtida pelo G1, afirmou também que,” a partir de maio de 2021, Milton Ribeiro concedeu espaço mais privilegiado aos pastores Gilmar e Arilton, quando passou a recebê-los em sua própria residência”.

Os relatos se somam à revelação de um empresário que pagou aos pastores para realizar um encontro com prefeitos em Nova Odessa, região de Campinas (SP), sob o pretexto de “doação missionária”. Ribeiro foi avisado, mas os negócios continuaram.

Por aí dá para ver que o “não tem nada com o Mílton” com que se saiu Bolsonaro não vai parar de pé e o que ele está fazendo é apenas mostrar que segue dando sua proteção, em troca do silêncio.

Mas o silêncio talvez não tenha como durar muito.