A Associação SOS Rio Piracanjuba e o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental (IDESA) protocolaram uma denúncia no Ministério Público de Goiás (MPGO) contra a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Bela Vista de Goiás.
Segundo as entidades, a ETE estaria lançando efluentes irregulares no Córrego Sussuapara, um importante afluente do Rio Piracanjuba, utilizado para abastecimento humano, irrigação e dessedentação de animais.
São muitas as evidências apresentadas, produto de coletas de água em diferentes pontos do córrego e do rio, com análises laboratoriais em andamento pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Também foram feitas medições de campo de parâmetros como temperatura, turbidez e oxigênio dissolvido, seguindo critérios da Resolução CONAMA 357/2005, que estabelece padrões de qualidade para águas de Classe 2.
Relatos de moradores e registros fotográficos apontam:
– Formação de espuma espessa e persistente;
– Mau cheiro na água;
– Turbidez acentuada;
– Presença de resíduos flutuantes;
-Mortandade de peixes de espécies nativas e exóticas, como Guacari, Jundiá, Lambari-do-rabo-amarelo e Tilápia-do-nilo;
-Presença de organismos bioindicadores de ambientes degradados (Chironomus sp. e Biomphalaria sp.).
Situação atual
Os laudos laboratoriais oficiais ainda não foram divulgados. A expectativa é que os primeiros resultados da UFG sejam apresentados em até 30 dias.
Enquanto isso, a denúncia pede ao MPGO:
– Fiscalização imediata da ETE;
– Realização de perícia independente;
– Adequação do sistema de tratamento às normas ambientais;
– Interrupção de lançamentos irregulares até que as irregularidades sejam sanadas.
O caso chama atenção pela gravidade ambiental, já que o Rio Piracanjuba é estratégico para a região.