O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi preso nos Estados Unidos pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). A informação foi confirmada pela Polícia Federal à GloboNews.
Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. O também ex-diretor da Abin, porém, deixou o Brasil de forma clandestina antes da conclusão do julgamento.
Segundo informações preliminares obtidas pelo g1, Alexandre Ramagem foi preso em Orlando, na Flórida, e encaminhado a um centro de detenção na cidade. A detenção ocorreu por questões migratórias, e o governo brasileiro ainda aguarda detalhes sobre como será conduzido o processo de retorno ao país.
De acordo com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a prisão é resultado da cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado. “Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, está em situação migratória irregular”, afirmou à GloboNews.
O ex-deputado teria deixado o país de forma clandestina, antes do término do julgamento. Ele atravessou a fronteira de Roraima com a Guiana para evitar a prisão e, depois, seguiu para os Estados Unidos, para onde também foi a sua esposa, Rebeca Ramagem. Em fevereiro deste ano, a Procuradoria-Geral do Estado de Roraima (PGE-RR) exigiu o retorno de Rebeca ao trabalho presencial. Ela, argumenta que suas funções (despachos, audiências, sistemas judiciais) podem ser realizadas de forma remota e alegou “perseguição politica”.
Rebeca afirma que a exigência é um ato arbitrário e perseguição política, mencionando também o bloqueio de suas contas bancárias determinado pelo STF. A PGE-RR sustenta que ela não cumpre o expediente presencial há meses, necessitando justificar ausências prolongadas. O órgão também contesta o uso do teletrabalho para quem reside no exterior sem autorização formal específica.
Com informações da PF, G1 e CBN, foto: Marcos Oliveira, Agência Senado