Pesquisas Quaest e BTG/Nexus mostram reação de Lula com bests, bolsa família e Master

 

As pesquisas Genial/Quaest e BTG/Nexus foram um balde de água gelada para campanha de Flavio Bolsonaro. Lula oscilou um ponto para cima nos dois turnos na pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira, 21 de setembro de 2026. No segundo turno, o presidente tem 41% e Flávio Bolsonaro (PL), 42%, empate técnico dentro da margem de erro.

Na rodada anterior, divulgada em 14 de setembro de 2026, o senador tinha os mesmos 42% e o petista marcava 40%. A vantagem de Flávio encolheu de dois pontos para um em uma semana.

Se a distância tivesse crescido a favor de Flávio, o cenário psicológico seria favorável ao bolsonarista. A diferença de um ponto mostra que Flavio parou de subir.

 


Mulheres com Lula
Outra boa notícia para Lula é que ele ampliou o voto feminino.

Segundo a Quaest, vantagem de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) entre as eleitoras, no cenário de segundo turno, subiu de 3 para 7 pontos em uma semana. O presidente marca 44% entre as mulheres e o senador, 37%, contra 41% e 38% na rodada de 14/09/2026.

O recorte aparece no fio que Felipe Nunes, CEO da Quaest, publicou no X na noite de segunda. Entre as oscilações relevantes da semana, Nunes destacou o avanço de Lula no eleitorado feminino e anotou estabilidade entre os homens, onde Flávio tem 48% e Lula, 37%

Aprovação
A aprovação ao trabalho de Lula melhorou passando de 43% para tem agora 44%. A desaprovação ficou estável em 50%. Este é um indicativo de que a campanha governista pode ter encontrado um caminho para crescer e se consolidar nesta reta final.

A avaliação positiva também subiu um ponto, de 32% para 33%. Na outra ponta, a fatia que vê o governo de forma negativa passou de 38% para 42%, e a que o considera regular caiu de 27% para 23%.

Flávio tem rejeição maior
Flávio tem a maior rejeição da disputa, com 56% dos eleitores dizendo que o conhecem e não votariam nele. Lula aparece com 55%, o mesmo índice da rodada anterior.

Proibição às Bets
A proposta de proibir as Bests tem grande potencial para reconquistar votos entre as mulheres e pode ampliar o apoio no eleitorado evangélico, que condena o jogo.

Em ato de campanha em Florianópolis, no sábado, 19 de setembro de 2026, o presidente disse que quer “acabar com as bets”. O governo prepara uma medida provisória para proibir os cassinos online e avalia novas restrições à publicidade das apostas esportivas, segundo a Revista Fórum.

Bolsa família
No Bolsa Família, o temor de uma volta dos Bolsonaro subiu de 55% para 59% desde o começo de setembro de 2026, sinal que Nunes considerou positivo para os interesses eleitorais do governo.

O governo tem 44% de aprovação e 50% de desaprovação. Nunes calcula que Lula precisa chegar a pelo menos 46% para entrar como favorito na reta final da campanha.

55% apostam na vitória de Lula

A expectativa de vitória favorece o presidente Lula, porque 55% dos entrevistados acham que Lula vai ganhar a eleição e 30% apostam em Flávio. Nunes vê aí o efeito adesão ao vencedor, que em disputas apertadas funciona como capital político.

Flavio e vorcaro

Banco Master e crise no Supremo
No caso do Banco Master, caiu de 46% para 37% a parcela que vê todos os lados atingidos pelo escândalo. Bolsonaro passou a encabeçar a lista dos mais afetados, com 21%, à frente do Supremo Tribunal Federal (16%) e de Lula (11%).

Sobre a crise no STF, 62% dizem que ela não pesa no voto, e a fatia para quem o episódio reforça a escolha atual subiu de 22% para 26%. Segundo Nunes, o aumento se concentrou no eleitorado de esquerda, o que torna a reação mais mobilizadora para Lula.

63% dos independentes apostam em Lula
Cerca de 18 milhões de eleitores que não se alinham nem ao lulismo nem ao bolsonarismo acreditam que Lula vencerá a eleição presidencial, segundo a pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada na segunda-feira, 21 de setembro de 2026. Nesse grupo, que o instituto chama de não polarizados, 63% apostam no presidente e apenas 22% no senador Flávio Bolsonaro (PL).

Os não polarizados somam 18% dos entrevistados, fatia que corresponde a 28,6 milhões dos 158,7 milhões de eleitores aptos a votar em 2026, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os que esperam a vitória de Flávio nesse contingente ficam em torno de 6,3 milhões.

Metodologia – A Quaest entrevistou 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre 17 e 20 de setembro. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06004/2026.

 

Com informações do site O Cafezinho