A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta feira (7/5), a 5ª fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de aprofundar investigações sobre um esquema de corrupção, de lavagem de dinheiro, de organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Policiais federais cumprem dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados do Piauí, de São Paulo, de Minas Gerais e no Distrito Federal.

A decisão judicial autorizou, ainda, o bloqueio de bens, de direitos e de valores no valor de R$ 18,85 milhões.

A Polícia Federal identificou que o senador Ciro Nogueira (PI), que é presidente nacional do Partido Progressista (PP),  recebia repasses mensais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que chegavam a R$ 500 mil por mês. Nogueira foi alvo de mandados de busca e apreensão.

Procurado, Ciro Nogueira disse conhecer Vorcaro, mas afirmou não ter proximidade com o empresário e negou ter recebido pagamentos. “Inferir que se refere a mim, senador Ciro Nogueira, é definitivamente uma mentira fabricada na tentativa de manchar minha biografia”, disse Ciro.  A defesa de Vorcaro não se manifestou.

Diante dessas informações, os investigadores começaram a verificar se há indícios de crimes envolvendo o banqueiro e o parlamentar, que é presidente nacional do PP.

A quinta fase da Operação Compliance Zero foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A operação ocorre na mesma semana em que a defesa de Vorcaro entregou proposta de delação premiada à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR), ainda em análise e sem valor probatório neste estágio.
Segundo a investigação, a cobertura ampliada do FGC era estratégica para o Banco Master alavancar investimentos em seus Certificados de Depósitos Bancários (CDBs). A nova fase, porém, não está diretamente relacionada aos fatos da delação.

A quarta fase da operação, realizada em 16 de abril, resultou na prisão do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, que também demonstrou interesse em firmar acordo de delação. Até o momento, o senador Ciro Nogueira não se manifestou sobre os novos desdobramentos da investigação.