Os preços do gás na Europa caíram cerca de 20% na abertura do mercado nesta terça-feira (7), seguindo a queda dos preços do petróleo após o anúncio de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã. A expectativa é de que os preços dos combustíveis nos postos de abastecimento possam recuar em breve. No entanto, analistas alertam para questões pendentes, como o desbloqueio efetivo do Estreito de Ormuz e se o cessar-fogo levará ao fim da guerra no Oriente Médio.

Pouco depois do início das negociações às 7h (hora em Lisboa), o contrato de futuros holandês TTF, referência europeia para o gás, caiu 19,24% para 43 euros por MWh, após chegar a mais de 20% de queda, atingindo 42,5 euros. Os preços do petróleo também despencaram após o anúncio de que EUA e Irã iniciarão negociações na sexta-feira (10) e concordaram em abrir o Estreito de Ormuz de forma imediata. Cerca de 20% do petróleo mundial passa pelo canal, e a guerra no Oriente Médio causou o maior choque no fornecimento já registrado, afetando de 12 a 15 milhões de barris de petróleo bruto por dia.

Por volta das 5h, o preço do crude West Texas Intermediate (WTI) para entrega em maio, referência norte-americana, caía 14,53% para US$ 96,54. Já o crude Brent do Mar do Norte para entrega em junho, referência global, registrou queda de 13,13% para US$ 94,92.

O movimento positivo nos mercados se estendeu além da Europa. O dólar norte-americano desvalorizou em relação às principais moedas, perdendo mais de 1% diante da libra esterlina. As bolsas asiáticas registraram forte alta, com expectativa de recuperação nas bolsas europeias.

Os investidores sinalizam que o desejo principal é a reabertura do Estreito de Ormuz. Contudo, resta saber se o canal voltará a funcionar normalmente e qual será o futuro do conflito. Além disso, os efeitos nos preços não serão imediatos.

Irã e França advertem Israel

 advertiu Israel sobre retaliações se os bombardeios no Líbano e em Gaza não pararem, endurecendo o tom após ataques israelenses que mataram mais de mil pessoas no Líbano e causaram deslocamentos maciços. A Guarda Revolucionária Iraniana ameaçou atingir tropas israelenses “sem limites” caso a ofensiva contra o Hezbollah continue.

Apesar das advertências, a Força de Defesa de Israel (FDI) segue atacando o Líbano, incluindo a capital Beirute, nesta quarta-feira (8), desobedecendo o acordo de cessar-fogo de duas semanas anunciado pelo Irã e os Estados Unidos (EUA).

Exército israelense continua bombardeando intensamente Beirute no Líbano

A ofensiva de Israel contra o Líbano pode atrapalhar as negociações entre Teerã e Washington, marcadas para começar na próxima sexta-feira (10) em Islamabad, no Paquistão. Isso porque o Irã incluiu, entre os dez pontos para negociações, o fim da guerra em todas as frentes no Oriente Médio, incluindo o Líbano e a Faixa de Gaza.

Nesta manhã, Israel informou que fez “o maior ataque” em todo o Líbano desde o dia 2 de março atingindo mais de 100 alvos.

“Há pouco tempo, as Forças de Defesa de Israel concluíram ampla onda de ataques contra centros de comando e instalações militares do Hezbollah em Beirute, Beqaa e no sul do Líbano”, disse a FDI.

 

Em entrevista à TV o presidente francês, Emmanuel Macron, solicitou firmemente que Israel interrompa a escalada militar e os ataques no Líbano, visando evitar uma conflagração regional. Ele defendeu a soberania libanesa e pediu o fim do envio de armas para a região, além de apoiar a população deslocada e propor a mediação de um cessar-fogo.

A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou que foram realizados diversos ataques em várias partes do país, especialmente no Sul.

“Um drone israelense atingiu um veículo em Qasmiyeh, com relatos de feridos, enquanto outro ataque de drone atingiu uma motocicleta em Kfardounin, também causando ferimentos. Aviões de guerra também realizaram um ataque à cidade de Sawaneh, no distrito de Marjayoun”, comunicou o veículo oficial do governo libanês.

 

Com Agência Brasil e redes sociais