Portugal vai às urnas para escolher novo presidente em disputa acirrada. Uma pesquisa realizada entre os dias 20 e 21 de janeiro aponta que o socialista António José Seguro venceria no segundo turno das eleições presidenciais em Portugal. O levantamento realizado pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop), da Universidade Católica, mostra o candidato do Partido Socialista com 70% das intenções de votos, contra 30% do líder do partido neofacista Chega, que tem como candidato André Ventura, admirador do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O segundo turno está previsto para 8 de fevereiro.
Se confirmado, José Seguro pode igualar o recorde de Mário Soares, que conquistou 70,4% dos votos na reeleição, e superar o desempenho de Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2021 com pouco mais de 60% dos votos. Do outro lado, o candidato fascista André Ventura chegou ao fim do primeiro turno com rejeição de 60%, número que se confirma diante desta pesquisa recente.

A pesquisa, divulgada pelo jornal Público, evidencia uma vantagem consolidada de Seguro, que teria mais do que o dobro das intenções de voto de Ventura, refletindo a inclinação clara da maioria do eleitorado frente à divisão política apresentada na sondagem.
Primeiro turno
Ao todo, onze partidos lançaram candidatos. Pela primeira vez, três forças políticas chegaram à reta final da campanha em condição de relativa igualdade
O avanço do Chega, partido de extrema direita que se tornou a segunda maior força política do país nas últimas eleições parlamentares, redesenhou o cenário tradicionalmente polarizado entre socialistas e sociais-democratas.
Uma pesquisa de intenção de voto feita pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP), da Universidade Católica do país, indicava o seguinte cenário:
André Ventura, líder do Chega, lidera a corrida eleitoral por uma pequena margem, com 24% das intenções de voto; em segundo lugar, está o socialista António José Seguro, com 23%; João Cotrim de Figueiredo, deputado do Parlamento Europeu do partido de centro-direita Iniciativa Liberal, aparece 19% das intenções de voto;
Luis Marques Mendes, da coligação de centro-direita Partido Social-Democrata (PSD)/ Aliança Democrática (AD) — que tradicionalmente disputava a presidência com os socialistas — aparecia com apenas na 4ª posição, com 14% dos votos.