Eleitor deve eleger políticos conhecidos ao invés da aposta feita em 2018 em tipos sem qualquer qualificação para exercer um mandato no Legislativo ou no Executivo

Marcus Vinícius

 

As eleições legislativas de 2022 devem privilegiar a eleição de lideranças políticas estabelecidas, ao contrário de 2018 onde pessoas fora do sistema político foram eleitas para cargos na Câmara Federal e Assembleia Legislativa. Neste sentido 2022 deve garantir mais reeleições do que em 2018, e os novatos tendem a ser nomes com mais capacidade para exercer o cargo, ao invés dos muitos “malucos” que se elegeram na “onda Bolsonaro”.

Muitos destes outsiders eleitos no clima de vale tudo bolsonarista que dominou 2018 devem ter dificuldade de eleição ou reeleição em 2022, uma vez que o “mito” amarga índices de impopularidades cada vez maiores e vê o seu eleitorado encolhendo, pesquisa a pesquisa.

O presidente da Goinfra, Pedro Salles, o secretário da Saude, Ismael Alexandrino e o deputado federal Zé Mario são as principais apostas do Palácio das Esmeraldas para a Câmara Federal

Em Goiás a força das máquinas administrativa e partidária terão mais peso do que tiveram no pleito anterior. Pelo governo do Estado, por exemplo, alguns secretários podem ser eleitos para o Parlamento, entre eles Ismael Alexandrinho (Saúde) e Pedro Salles (Goinfra). O time do Palácio das Esmeraldas tende a reeleger José Mário Scheidner (DEM) e o Delegado Waldir Soares (PSL).

Pela prefeitura de Goiânia os candidatos com melhores chances são o deputado federal João Campos (Republicanos) e o Pastor Jefferson Rodrigues, que é deputado estadual e quer chegar ao Congresso Nacional nestas eleições.

Ex-governador Alcides Rodrigues (Patriotas) é um dos favoritos à reeleição; na Alego, o presidente Lissauer Vieira deve conquistar cadeira no Parlamento, juntamente com os seus colegas Hélio de Sousa (PSDB) e Adriana Accorsi (PT)

O presidente da Alego (Assembleia Legislativa do Estado de Goiás), Lissauer Vieira (PSD) está entre os favoritos para conquistar uma cadeira na Câmara Federal. Entre seus colegas, que também almejam mudar de casa legislativa, entre os que tem maiores chances de eleição estão o decano deputado Hélio de Sousa (PSDB) e a Delegada Adriana Accorsi (PT)

Entre os chamados independentes, o ex-governador Alcides Rodrigues (Patriotas) e o deputado federal Lucas Vergílio (Solidariedade), tem grandes chances de reeleição, dado o controle que detém de seus respectivos partidos e o trabalho junto aos municípios que representam.

O deputado Adriano Baldy (PP) e o Professor Alcides Ribeiro (PP) continuam prestigiados em suas respectivas legendas, e contam com o grande número de recursos que liberaram para suas bases de representação, por fazerem parte da legenda do presidente da Câmara Federal, Arthur Lyra (PP-AL), principal apoiador do presidente Jair Bolsonaro.

A deputada federal Magda Moffato (PL) segue firme no comando do Partido Liberal, partido escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para buscar a sua reeleição. Magda está na oposição ao Palácio das Esmeraldas e é uma das principais incentivadoras da candidatura ao governo de Goiás do prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha.

Bolsonarista raiz, o Major Vitor Hugo (PSL) pode mudar de legenda, e até não ser candidato à reeleição, para abrir um palanque puramente bolsonarista para o presidente da República, mas e permanecer com o projeto de reeleição, entra na lista dos que tem chances de manter o mandato.

O PSD, do ex-ministro Henrique Meirelles, que é candidato ao Senado, aposta na juventude de Sabrina Garcêz e na experiência de Francisco Jr. para garantir duas vagas na Câmara Federal

O PSD, que tem como principal meta neste pleito a eleição do ex-ministro Henrique Meirelles ao Senado, tem dois nomes fortes na legenda, um deles o deputado federal Francisco Vale Jr., que busca o terceiro mandato, o outro, a jovem vereadora Sabrina Garcêz que tem se destacado no seu segundo mandato na Câmara Municipal e pode ser uma das representantes femininas no Legislativo Federal.

Elias Vaz (PSB) e Rubens Otoni (PT) tem como trunfo a Federação para garantir mais um mandato no Parlamento

O fim das coligações partidárias impõe um desafio a alguns parlamentares, sobretudo aqueles no campo progressista, mas com o advento da Federação Partidária, há possibilidade do PDT da deputada federal Flávia Morais e o PSB do deputado federal Elias Vaz, promoverem uma dobradinha que pode levar ambos à reeleição. O mesmo deve ocorrer com o PT, que caminha para constituir uma federação com o PC do B, aumentando as chances de reeleição do deputado federal Rubens Otoni e de eleição do ex-reitor da UFG, Edward Madureira.

Zé Nelto e Marcelo Mello podem retomar as cadeiras do MDB no Parlamento

O MDB, que nas últimas eleições não conquistou nenhuma cadeira no Parlamento, pode ter a volta do deputado Zé Nelto, cogita sair do Podemos e retornar à legenda. O ex-deputado federal Marcelo Melo, foi um dos principais nomes do MDB no apoio à eleição de Ronaldo Caiado e deve ter o apoio do governador para ser o nome do Palácio no Entorno de Brasília.