Futebolistas e imprensa argentina devem um pedido de desculpas ao mundo
Marcus Vinícius de Faria Felipe
A Argentina pode ser campeã do mundo neste domingo, mas não estarei entre aqueles que torcerão para seu êxito. Nesta copa, como infelizmente em outras, o selecionado portenho tem sido marcado por polêmicas dentro e fora do campo que não podemos simplesmente, “passar o pano”.
Na sua maior conquista, em 2022, o time de Messi, Di Maria & Cia, não teve a grandeza dos campeões, e puxados por jogadores e pela torcida, cantaram hinos racistas direcionados ao craque francês Kylian Mbappé e seus companheiros negros. A música questionava a nacionalidade de atletas franceses de ascendência africana (a maioria nascida ou criada na França), citando de forma depreciativa suas raízes familiares. “Nasceram em Angola e jogam pela França”, dizia um verso nojento da “letra”!?
Nas Olimpíadas de 2024, em Paris, os jogadores e torcedores da Terra de Gardel novamente entoraram cântigos racistas no jogo contra o Marrocos, vencido pelo time africano por 2×1.
Nesta Copa de 2026, o mesmo time e a mesma torcida voltaram à carga. São vários episódios de racismo, e assim como em 2022 e em 2024, não se viu um pedido de moderação, ou de desculpas, da AFA (Associação do Futebol Argentino) ou de Lionel Messi, capitão e líder do grupo.

Historicamente os craques argentinos como Kempes, Riquelme e Tevez sempre se colocaram ao lado do povo pobre e oprimido. Maradona dizia com orgulho que era descendente de índios guarani, eleitor peronista e fã do líder revolucionário Ernesto Che Guevara. Mas Messi não.
Ah, Messi, este que é tão bajulado pela CazéTV, tirou foto com o líder da extrema-direita espanhola, Javier Negre e participou de reuniões com os extremistas Donald Trump e Benjamin Netanyahu, versões do século XXI de Benito Mussolini e Adolf Hitler.
Messi, aliás, é embaixador das empresas israelenses Siri Lab e Orcam, que lucram com o genocídio em Gaza.
Nem um pío de Messi sobre o assassinato de bebês e crianças palestinas.

Dentro de campo, Messi e seus companheiros dão butinadas, empurram, esmurram, derrubam e provocam adversários e até agora não tomaram nenhum cartão vermelho. Diga-se, tiveram quase nenhum cartão amarelo.
Torço para que esta arbitragem condescendente com a truculência portenha não comprometa o jogo, e que nas quatro linhas, vença o melhor time espanhol.
Todo argentino é racista? Não. Mas este time comandado por Messi é, e isto é uma mácula para uma nação que legou ao mundo Peron, Evita, Borges, Fangio, Quino, Houssay, Che, Maradona e Esquivel.
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