Presidente do União Brasil teria influência num  orçamento de R$ 2,39 bilhões

Matéria da coluna de Andréza Matais e André Shalders, no site Metrópoles nesta quarta-feira (01/10) informa que Antônio Rueda, que é o presidente naciopnal do União Brasil, é o dono da indicação dos presidentes de Detran em Goiás e outros seis estados: Paraná, Rio Grande do Sul, Brasilia, Rondônia, Roraima e Rio de Janeiro. Estes sete Departamentos de Trânsito, os Detrans, arrecadam anualmente cerca de R$ 2,5 bilhões.

A coluna procurou Rueda para saber por que os Detrans são considerados postos estratégicos por ele. Em resposta, o dirigente disse que “não indicou qualquer pessoa para cargos em Detrans” emendando que “filiados do União Brasil têm autonomia para fazer suas próprias indicações nos estados, sem qualquer envolvimento da presidência nacional”.

O União Brasil é a legenda com mais presidentes de Detrans no país – a segunda é o PP (Partido Progressista), com seis indicados. Desde o fim de agosto, os dois partidos integram uma federação, a União Progressista. Em números, a federação é hoje a maior força política do país, com 15 senadores, 109 deputados federais, 1.335 prefeituras (quase ¼ do total) e sete governadores. Também tem a maior fatia dos fundos Eleitoral (R$ 953,8 milhões) e Partidário (R$ 197,6 milhões), considerando os valores de 2024.

Investigação
Antônio Rueda está sendo investigado pela Polícia Federal no rastro da Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) nos setores de combustíveis e financeiro.Formalmente, as apurações sobre Rueda fazem parte da Operação Tank, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com a Carbono Oculto, e são conduzidas em Brasília.

Segundo as investigações foram encontrados registros da Anac que mostram as transferências de propriedade de quatro aeronaves que seriam de Rueda. Duas delas estão relacionadas a uma mesma pessoa: o contador Bruno Ferreira Vicente de Queiroz, 37 anos, natural de Fortaleza (CE) e atualmente residente em São Paulo.

Essas duas aeronaves são: o Cessna 560 XL, de matrícula PR-LPG, avaliado em R$ 12,5 milhões; e o Gulfstream PS-MRL, vendido pela última vez em junho deste ano por US$ 4 milhões — o equivalente a R$ 21,2 milhões.

Reportagem do Metrópoles destaca que documentos da Anac mostram que o Cessna PR-LPG foi transferido em março deste ano para a empresa Magic Aviation, presidida pelo contador Bruno Ferreira Vicente de Queiroz.

Bruno também é presidente e representante legal da empresa Bariloche Participações S.A., sediada no Itaim Bibi, em São Paulo (SP), e com capital social de R$ 110 milhões.