O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende formalizar nesta terça-feira (20) uma proposta de abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de sua família, incluindo a primeira-dama Janja e o filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A iniciativa prevê que o senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno da eleição presidencial, também apresente informações financeiras de seus familiares, empresas e contas mantidas no exterior. Netos do presidente também estão entregando os sigilos à disposição da Justiça, reforçando a transparência da família Lula da Silva, e cobrando o mesmo gesto da familia Bolsonaro.
“Os meus advogados estão lá em Brasília, no Supremo Tribunal Federal, entregando um documento meu, pedindo a quebra do meu sigilo bancário e telefônico, e exigindo que o Bolsonaro faça o mesmo. O meu e o dos filhos, da Janja. E que ele faça também da família dele, o pai dele que está preso”, disse Lula.
Segundo o presidente, o objetivo é que a população saiba “quem é que é ladrão nesse país, quem é que é corrupto”.
“Eu quero ver se ele tem coragem de abrir o sigilo bancário dele, o sigilo telefônico dele. Ou seja, da pessoa física e da pessoa jurídica”, afirmou. “Vamos ver se ele tem coragem de abrir a vida secreta dele”, desafiou Lula.
A proposta ganhou força depois do primeiro debate presidencial do segundo turno, realizado pela Band no domingo (18). Durante o confronto, os candidatos trocaram acusações relacionadas a corrupção, patrimônio e investigações envolvendo pessoas próximas.
Lulinha desafia Flávio
Flávio Bolsonaro questionou o presidente sobre a situação de Lulinha, mencionado em investigações relativas a irregularidades no INSS. Lula respondeu que o filho já havia autorizado a Polícia Federal a acessar suas informações bancárias e telefônicas. Em entrevista à CNN Brasil, Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse nesta segunda-feira (19) ter entregado sigilos fiscal, bancário e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).
O presidente também cobrou esclarecimentos do senador sobre sua relação com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e mencionou um pedido de R$ 134 milhões destinado ao financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante o debate, Lula sugeriu que ambos entregassem seus documentos aos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do TSE, para que eventuais irregularidades pudessem ser examinadas antes da votação.
Flávio Bolsonaro afirmou que não tinha nada a esconder, mas não confirmou se aceitaria a abertura simultânea dos sigilos. O senador também acusou Lula de manter recursos fora de suas contas bancárias, sem apresentar provas durante o confronto.
Com agências
