Ato de apoio do Centro Democrático reuniu empresários e lideranças tucanas e progressistas

 

O PSDB de Goiás está na campanha de Lula. O apoio foi oficializado em ato realizado no Hotel Oft Alfre (antigo Mercure), no Setor Oeste em Goiânia.

A aliança tática neste segundo turno foi firmada pelo ex-deputado Giuseppe Vecci, vice-presidente nacional do PSDB e pelo ex-governador José Éliton com a campanha de Lula em Goiás, que é coordenada pelos partidos progressistas do Estado tendo a presidenta do PT, Neyde Aparecida e os ex-deputados Fábio Tokarski (PC do B) e Luis Cesar Bueno (PT) à frente, juntamente com a presidenta do PSB, Aava Santiago, do PSOL, Cintia Dias; da Rede, Lilia Monteiro do PV, Cristiano Cunha e do PDT, Carlos Mundin.

As principais lideranças do PSDB em Goiás assinaram o manifesto Centro Democrático em apoio a Lula e Alckmin”, e estão engajados na vitória da chapa progressista.

Vecci foi enfático: “contra o retrocesso, pela democracia e o processo civilizatório o PSDB de Goiás caminha com a chapa Lula e Alckmin neste segundo turno”.

José Eliton observa que nas eleições de 2022, a social-democracia não fugiu ao seu compromisso com a manutenção da democracia e apoiou naquele momento a chapa Lula-Alckmin, e neste pleito retoma o mesmo procedimento por compreender que o lado bolsonarista continua representando uma ameaça à democracia.

“Política se faz com o bom debate entre aqueles que tem diferenças de pensamento, mas se unem em respeito à democracia e a soberania deste país. Política de faz com coragem, como como nosso querido Jalles Fontoura, empresário do agro e ex-deputado Jalles Fontoura, que tem coragem de falar de peito aberto que apoia o presidente Lula. E isto nos dá esperança de um Brasil melhor. Vamos vencer estas eleições pela união de forças democráticas, pela alegria e destemor da juventude que tomou as ruas de Goiás e deste país, e principalmente, vamos vencer porque estamos do lado certo da história contra um adversário que representa o atraso”, frisa.

Ex-secretária de Educação de Goiás e do Rio Grande do Sul, Raquel Teixeira ressalta que foi gestora nos governos Lula e Bolsonaro, e enquanto nos governos do PT a Educação foi valorizada, no governo de Jair Messias Bolsonaro o cofre do Ministério da Educação foi fechado para os Estados e Municípios e as universidades, a ciência, a pesquisa e os ensino médio e fundamental foram precarizados.

“Nenhum país do mundo se desenvolveu sem investir em ciência e educação. Pela Educação, pela ciência, pela juventude que vai fazer a diferença nesta eleição, pela democracia, com muita convicção pelo voto por Lula e Alckmin”, sustenta.

Ex-presa política, Linda Monteiro, que foi também vice-prefeita de Goiânia, falou em nome do Cidadania, partido da qual é uma das fundadoras e é dirigente.

“Temos que ter a compreensão de que esta família Bolsonaro está envolvida em escândalos e é composta de gente apoia a ditadura, a tortura, a intolerância religiosa e a violência política. Eu fui vítima do arbítrio com prisão e perseguição política, e é por isto que estamos aqui para pedir a todos democratas para cerrar fileiras nesta reta final de campanha para garantirmos a democracia com a reeleição de Lula e Alckmin”, pontua.

 

Produtor rural, ex-deputado federal Constituinte, Jalles Fontoura reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento do país. Ele frisa que as conquistas civilizatórias e sociais da Constituição de 1988 estão sob ameaça num governo bolsonarista.

Filho do ex-governador Otávio Lage, fundador do Grupo Jalles Machado, um dos maiores do agronegócio de Goiás, Jalles Fontoura considera que o Brasil precisa de previsibilidade na economia e rumo certo, por isto avalia que a dupla Lula e Alckmin tem a experiência necessária para fazer o país atravessar este período turbulento de guerras na Europa e na Ásia, mantendo estabilidade econômica e política nas nossas fronteiras.

Luis Cesar Bueno, que disputou o governo de Goiás pela Federação PT-PV-C do B, com apoio do PDT, PSOL e Rede agradeceu os organizadores do manifesto salientando que a história do século XX mostrou o período de partidos totalitários assumirem o poder, como na Itália de 1922 e na Alemanha de 1931.

“É a união dos democratas, progressistas, do centro e da direita que pode combater o fascismo e dar ao Brasil o caminho seguro para o seu desenvolvimento social, econômico e democrático”, alerta.

 

No sétimo mandato como deputado federal, Rubens Otoni frisa que PT e PSDB protagonizaram embates em eleições presidenciais e estaduais, porém a disputa política sempre foi no plano das ideias, com respeito e sem violência.

“Respeito muito a posição de todos aqui. Tenho apreço e admiração pelos meus ex-colegas de Câmara Federal Giuseppe Vecci e Raquel Teixeira, assim como tenho como um irmão o nosso eterno deputado Constituinte Jalles Fontoura. Temos aqui o encontro forças que tem concepções próprias da política, mas se unem na defesa daquilo que nos une, que é a democracia, o respeito as diferenças e a luta por um Brasil melhor. Vamos com Lula e Alckmin pela soberania e pelo desenvolvimento para todos”, resume.

Produtora rural e ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu desafiou o bolsonarismo a provar algo de bom que o governo de Jair Messias Bolsonaro (2019-2022) fez de bom para o agronegócio. Ela lembra que a crise de endividamento do setor agrícola advém do ano de 2021, quando a soja chegou a ser vendida a R$ 200,00 a saca, mas já em 2022 voltou ao seu preço normal, enquanto o governo do ex-presidente aumentou os juros e endividou os produtores.

Ela lembra que os governos Lula e Dilma equalizou a dívida dos produtores, lançou linhas de crédito subsidiadas por meio do BNDES para compra de máquinas e equipamentos e ainda abriu mais a exportação para mais de 700 países, tornando o Brasil o principal produtor de alimentos do mundo, superando os Estados Unidos – que é o maior concorrente dos produtores do agro brasileiro.

“Com Lula os produtores do agronegócio ganharam dinheiro e ampliaram seu mercado. É por isto que defendemos a sua reeleição para o Brasil continuar no rumo certo”, conclui.

Presenças – Também participaram do ato  a jornalista Lurian Lula da Silva, filha do presidente Lula, o presidente do PC do B, Honório Rocha, o deputado Mauro Rubem e Bia de Lima, do PT, os vereadores Edward Madureira, Kátia Maria e Fabrício Rosa, do PT (estes últimos eleitos à Alego), os ex-deputados do PSDB Afreni Gonçalves, Tiãozinho Costa, Isaura Lemos (PSB), o ex-presidente do PSDB, Paulinho de Jesus, o ex-vereador e presidente da Associação Goiana dos Anistiados, João Silva; os ex-secretários Humberto Tannus, Jeovalter Correa, José Carlos Grafite, Sebastião Ferreira Leite, os professores Wolmir Amado e Delúbio Soares, lideranças sindicais, comunitárias e do movimento social.