Primeira-dama se consolida para cadeira no Senado na futura chapa governista

Marcus Vinícius de Faria Felipe

A primeira-dama do Estado, Gracinha Caiado (União Brasil) é hoje o nome mais popular na virtual chapa governista. Por onde anda ela recebe mais atenção do que o vice-governador Daniel Vilela (MDB) e que o próprio governador Ronaldo Caiado (União Brasil).

Segundo governistas ouvidos por este repórter, a chegada da primeira-dama nos eventos é esperada com ansiedade pelas lideranças.

“Antes, eles chegavam juntos (Caiado, Daniel e Gracinha), mas como ela (a primeira-dama) desperta mais atenção, resolveram que primeiro desembarcam o governador e o vice, e bem depois a dona Gracinha, mas não adiantou, o povo cumprimenta rapidamente os dois, e vai em peso recepcionar ela”, vaticina a fonte.

 

A popularidade da primeira-dama não é um problema para a chapa governista, ao contrário, demonstra aquilo que é comprovado pela história política de Goiás: as primeiras-damas têm protagonismo político.

Desde dona Gercina Borges, esposa do fundador de Goiânia, Dr. Pedro Ludovico Teixeira, as primeiras-damas exercem influência para além do trabalho social.

Como primeira-dama do Estado (1930-1945) dona Gercina fundou a Santa Casa de Saúde de Goiânia, idealizou o loteamento Macambira, que viria a ser o atual Setor Pedro Ludovico e foi “madrinha” do Vila Nova Esporte Clube, sendo uma das fundadoras do time.

Ao lado do esposo, Pedro Ludovico, dona Gercina Borges teve protagonismo na fundação de Goiânia

Além da ação social,  muitas primeira-damas buscaram  mandato eletivo, como dona Maria Valadão, esposa do governador Ary Valadão (1979-1982) que criou o Programa Alimentos da Solidariedade, de distribuição de cestas de alimentos a famílias carentes, conquistando dois mandatos consecutivos de deputada federal.

Dona Iris Araújo,  esposa do ex-governador Iris Rezende, presidiu a OVG  (Organização das Voluntárias de Goiás) e também exerceu dois mandatos no Parlamento.

Primeira-dama no governo de Irapuam Costa Júnior (1975-1979), Lúcia Vânia foi  três vezes deputada federal, duas vezes senadora da República, além de ter sido ministra no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), na Secretária Nacional de Assistência Social do Brasil.

 

Maria Valadão, Iris Araujo e Lúcia Vânia

Gracinha, portanto, é beneficiária desta cultura política, e caso confirme a candidatura, deve ter certa facilidade no pleito. Este momento positivo contribui para findar especulações de que a primeira-dama estaria apenas segurando a vaga para uma virtual candidatura de Caiado ao Senado.

Afunilamento

Com  a primeira-dama consolidada, a segunda vaga na chapa de senadores agora passa a ser alvo de disputa, pois são muitos os postulantes, desde o senador Vanderlan Cardoso (PSD), candidato à reeleição, ao seu colega de partido, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PSD), passando pelo médico e deputado federal Zacharias Calil (União) e chegando ao deputado federal Gustavo Gayer (PL).

O funil ficou mais estreito. E não dá para agradar a todos.

 

Fotos: divulgação e arwuivos pessoais