Relatos com base em informações de oficiais dos EUA e relatórios de inteligência, divulgados em abril de 2026, indicam que um caça F-5 da Força Aérea do Irã conseguiu penetrar as defesas aéreas e bombardear a base militar americana Camp Buehring, no Kuwait, durante o início dos conflitos em fevereiro/março de 2026.
O caça iranano tem cerca de 60 anos de fabricação, e segundo relatórios do Américan Enterprise Institute (AIE) o velho caça causou danos extensos, conseguindo evadir sem ser atingido pelas defesas Patriot.

Segundo o analista militar russo e major da Força Aérea (aposentado) Andrei Krasnoperov, em entrevisa ao Sputnik, existe uma série de truques que a variante iraniana do F-5 que atingiu uma base americana no Kuwait no segundo dia da guerra poderia ter usado. Krasnoperov explicou que o jato iraniano: a força aérea iranian pode ter usado a “zona morta” entre as estações de radar inimigas, conhecendo suas coordenadas e voando em baixas altitudes.

Provavelmente se aproveitaram da potencial confusão entre as forças americanas nas primeiras horas da guerra, incluindo dúvidas sobre a identificação da aeronave e se ela era “amiga ou inimiga”.

O vetereano russo sugere que o piloto iraniano pode ter voado em baixa velocidade (600-700 km/h), permitindo manobras antimísseis de emergência e o direcionamento calmo de um alvo após o outro.

Ele avalia que se o jato fosse um F-5E Tiger II ou Saeqeh-2 modernizado com configuração de dois assentos para piloto/navegador-operador, o segundo tripulante poderia cuidar do guiamento do míssil/aquisição de alvos, simplificando o trabalho do piloto.

Krasnoperov especula que podem ter iso usados mísseis teleguiados iranianos modernos com coordenadas de alvo pré-programadas, a tarefa do piloto seria aproximar-se o máximo possível do alvo para dispará-los.

De acordo com Krasnoperov, o incidente também confirma, mais uma vez, a ineficácia das plataformas de defesa aérea dos EUA, incluindo o aclamado sistema de mísseis Patriot.

 

Com informações da Sputnik News