- Como ficaram os aposentados e aposentadas do AparecidaPrev?
- Quem vai pagar essa conta?
- Sindicatos cobram a punição dos responsáveis por esse roubo na aposentadoria dos servidores municipais de Aparecida de Goiânia.
Aparecida
5 meses atrás
Entidades sindicais cobram explicações e punição para investimento do AparecidaPrev no Banco Master
Por ocasião do dia dos aposentados e aposentadas, centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais se reúnem na frente do APARECIDAPREV para protestar contra a especulação financeira feita com o fundo previdenciário.
Nesta quarta-feira, 28 de janeiro, às 9 horas da manhã, sindicalistas fazem ato público de protesto contra a fraude do Banco Master que envolve R$ 40 milhões do Fundo de Previdência dos Servidores do Município de Aparecida de Goiânia (APARECIDAPREV), aplicados em junho de 2024.
Centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais de defesa dos aposentados e aposentadas se mobilizam em defesa de uma previdência pública, solidária e universal, impermeável à especulação e à financeirização dos fundos públicos, como foi o caso de diversos fundos previdenciários junto ao banco do magnata Daniel Vorcaro.
No caso do AparecidaPrev, o investimento foi realizado pelo ex-secretário da Fazenda de Aparecida, Einstein Paniago, que fazia parte do conselho de investimentos e chegou a presidir a instituição municipal. Aplicado com um prazo de 10 anos o valor não pôde ser resgatado de imediato.
Em denúncia junto ao Ministério Público, a atual presidente do AparecidaPrev, Márcia Tinoco, afirma que a operação contrariou a política de investimento da instituição que define uma nota de confiabilidade não alcançada pelo Banco Master. Para tentar solucionar o caso, o fundo previdenciário se habilitou como credor do banco, mas o valor só poderá ser recuperado se houver recursos suficientes após o pagamento das obrigações prioritárias do Fundo Garantidor do Crédito (FGC) com credores individuais com aplicações abaixo de R$250 mil.
O Banco Master entrou em processo de liquidação extrajudicial pelo Banco Central após a Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal (PF), no final de novembro de 2025. A investigação aponta para crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros. Aproveitando-se da desregulamentação do mercado financeiro promovida pelo governo Bolsonaro, no total, o banco emitiu R$41 bilhões em títulos de créditos falsos.
As entidades sindicais perguntam: