O deputado estadual Amauri Ribeiro (União Brasil-GO), que disse que deveria estar preso por “bancar” manifestantes golpistas, recuou nesta quarta-feira (7) sobre a declaração feita na tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

Em entrevista à Rádio Bandeirantes de Goiânia, o parlamentar reclamou de uma suposta distorção de sua fala e alegou que se referia apenas aos acampamentos golpistas. “Por dezenas de vezes eu subi na tribuna e repudiei o que aconteceu em Brasília no 8 de janeiro”, disse. “Simplesmente, a imprensa foi lá e distorceu, levando para o dia 8 de janeiro, dizendo que eu assumi e patrocinei. Isso é vergonhoso e absurdo. Eu não seria idiota de falar um absurdo desses”.

O deputado disse que os acampamentos apoiados por ele com “comida, água e dinheiro” terminaram antes do dia 31 de dezembro e não tiveram qualquer relação com os atos de 8 de janeiro. O parlamentar ainda alegou que não tinha “conhecimento do que iria acontecer em Brasília”.

Amauri Ribeiro afirmou que não tem medo de que seu mandato na Alego seja cassado por conta das declarações: “Mas vivemos tempos escuros. É uma caça às bruxas. E nós, da direita, somos a bruxa. Estou sendo acusado de algo que não fiz”, disse, renegando mais uma vez a sua própria declaração de que tinha patrocinado atos golpistas, e não somente isto, ter feito declarações em defesa de golpistas presos, durante seus discursos na tribuna da Alego.

Amauri costuma xingar o presidente Lula em quase todas as vezes que ocupa a tribuna da Alego, e não poupa críticas ao Projeto de Lei (PL) nº 2630, que estabelece regras de combate às fake news. 

Defesa de Dallagnol e críticas ao STF

Na sessão do dia 18/06, Amauri Ribeiro (UB) subiu à tribuna para criticar a cassação do mandato do deputado federal pelo Paraná, Deltan Dallagnol (Podemos). O parlamentar se manifestou classificando o processo jurídico respondido por Deltan como “muito injusto”. 

“O que o TSE e o STF (Superior Tribunal Federal) vêm fazendo é interferir em todos os poderes, colocando na cadeia pessoas de bem e deixando soltos os bandidos. Espero que as assembleias, a Câmaras Federal e o Senado se posicionem”, frisou.  

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