Datatempo: Lula lidera em MG e sinaliza para aliança com o PSD do prefeito de BH, Alexandre Kalil

Datatempo: Lula lidera em MG e sinaliza para aliança com o PSD do prefeito de BH, Alexandre Kalil

A pesquisa DATATEMPO, feita para o jornal O Tempo, em Minas Gerais, mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa no Estado com 44,4% das intenções de voto, contra 29,95% do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), o segundo colocado. Os índices mostram que a diferença entre os dois oscilou dentro da margem de erro, passando de 16,3 pontos percentuais em novembro do ano passado para 14,45 pontos percentuais agora. Com os dois crescendo na pesquisa e com o esvaziamento dos votos da terceira via, após a saída do ex-juiz Sérgio Moro, a disputa ficou ainda mais polarizada no Estado.

De acordo com análise feita pelo O Tempo, se considerados apenas os votos válidos, numericamente, os eleitores de Minas Gerais elegeriam hoje Lula no primeiro turno. Ele alcança 51,4% dos votos quando se exclui os brancos, nulos e os indecisos. Enquanto isso, Bolsonaro soma 34,7% dos votos válidos. Como a margem de erro é de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos, porém, essa maioria que o petista apresenta é relativa e pode não configurar a exata realidade.

Entre os demais candidatos na disputa o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) aparece em terceiro com 4,55% dos votos totais, contra 3,1% do deputado federal André Janones (Avante) e 2,75% do ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB). Atrás deles, com menos de 1% dos votos estão Vera Lúcia (PSTU), com 0,60%, Simone Tebet (MDB), com 0,55% dos votos, Felipe D’Avila (Novo), com 0,35%, e José Maria Eymael (DC), com 0,05%. Os que dizem que não votarão em ninguém, ou que votarão em branco ou nulo são 8,15%. Os que não sabem ou não responderam são 5,55%.

A pesquisa DATATEMPO,  instituto que faz parte da Sempre Editora, foi realizada com recursos próprios, por meio de 2.000 entrevistas domiciliares, em todas as regiões de Minas Gerais, entre os dias 30 de abril e 5 de maio de 2022. A margem de erro do levantamento é de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Conforme preceitua a legislação eleitoral, o levantamento foi registro no TSE com o protocolo BR-00720/2022 e no TRE-MG com o protocolo MG-01720/2022.

Lula busca aliança com Kalil

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que vai se dedicar à construção de mais alianças para sua pré-candidatura à Presidência da República. A declaração foi dada durante o ato “Lula Abraça Minas”, na noite desta segunda-feira (9), no Expominas, em Belo Horizonte (MG). Segundo os organizadores, a atividade reuniu 12 mil pessoas – mas apenas 7 mil conseguiram entrar no auditório, que estava lotado.

Hoje, o Movimento Vamos Juntos pelo Brasil – que lançou a pré-candidatura de Lula, com o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSB) de vice – conta com sete partidos: PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede Sustentabilidade e Solidariedade. Lula quer atrair o PSD e selar uma coligação com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD), que vai concorrer ao governo do estado contra o bolsonarista Romeu Zema (Novo), pré-candidato à reeleição.

“Voltarei muitas vezes a Minas Gerais. Temos que fazer muitas conversas aqui”, declarou o ex-presidente. “Há muitas coisas a serem acertadas, e vamos ter que construir algumas alianças no estado,” pontuou.

Além de Belo Horizonte, onde houve uma série de agendas nesta segunda, Lula visitará as cidades de Contagem (nesta terça-feira) e Juiz de Fora (nesta quarta). As duas cidades são administradas por prefeitas petistas.

O impasse em relação ao apoio do PSD ao Movimento Vamos Juntos pelo Brasil está na candidatura ao Senado, já que os partidos envolvidos nessa costura somam três pleiteantes ao cargo. Kalil quer que todas as legendas fechem apoio a um único nome – o do senador Alexandre Silveira, presidente do PSD-MG. O PT indicou o deputado federal Reginaldo Lopes, que lidera as pesquisas de intenção de voto. E o PCdoB lançou a pré-candidatura de Gilson Reis, ex-vereador de Belo Horizonte e presidente da Contee (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino).

Citando o educador Paulo Freire, Lula disse que a “grande tarefa” é “juntar os divergentes para vencer os antagônicos”. Tudo para derrotar o inimigo comum – o presidente Jair Bolsonaro (PL). “Não estaremos enfrentando um adversário qualquer – mas um adversário que representa a antidemocracia, o antiamor, a antipaz, a antieducação e o antidesenvolvimento. Um adversário que representa a ignorância, a violência e o fascismo”, afirmou o ex-presidente. “A gente vai ter que jogar esse fascismo no esgoto da história porque o Brasil nasceu para a democracia e para o desenvolvimento.”

Lula também lembrou avanços de seu governo (2003-2010), como os programas sociais, a inclusão de jovens no ensino superior e o maior poder de compra do conjunto dos brasileiros. “Quando eu era presidente, era gostoso ser brasileiro. O companheiro de outro estado vinha a Minas Gerais de avião. Que alegria que eu tinha quando alguém falava que tinha muito pobre no aeroporto. O trânsito tá carregado em BH, em São Paulo, porque esse Lula foi fazer com que pobre pudesse comprar carro”, disse o ex-presidente.

Segundo Lula, Bolsonaro faz ataques às urnas eletrônicas porque, fora do Planalto, corre o risco de ser condenado pela Justiça.

“Bolsonaro, seus dias estão contados. Não adianta desconfiar de urna”, discursou o ex-presidente. “O que você tem é medo de perder as eleições e ser preso posteriormente.”

Clique AQUI e leia a íntegra da Pesquisa no site do O Tempo