A ONG transnacional Transparência Internacional está na mira do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, sob suspeita de desvios de recursos arrecadados pela Operação Lava Jato.

O caso tem origem em uma petição do deputado federal Rui Falcão (PT-SP), que acusa o Ministério Público Federal de práticas ilegais em parceria com a TI

Na última semana, relatório da ONG estrangeira lavajatista atacou o governo Lula e sugeriu que o Brasil supostamente teria piorado suas medidas de combate à corrupção em 2023. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou a investigação da Transparência Internacional por suspeita de apropriação indevida de recursos públicos.

Hoje foi a vez do Conselho Nacional de Justiça  entrar em campo contra a TI. O CNJ informou que investiga desde maio do ano passado o papel da ONG estrangeira lavajatista Transparência Internacional (TI) na alocação de recursos públicos através de acordos de leniência, conforme reportagem da CNN Brasil. A apuração deve ser concluída no próximo mês.

O órgão também investiga a ONG por organizar eventos para promover as atividades da Lava Jato, com foco no financiamento dessas iniciativas.

As investigações encontraram, segundo o CNJ, “uma gestão caótica no controle de valores oriundos de acordos de colaboração e de leniência firmados com o Ministério Público Federal e homologados pelo juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba”, à época chefiado pelo ex-juiz suspeito e hoje senador, Sergio Moro.

“A força-tarefa da Lava Jato discutiu os termos e submeteu minuta do acordo de assunção de compromissos a avaliação de organismo internacional (Transparência Internacional)”, menciona o documento do CNJ.

TI é ligada ao Departamento de Estado dos EUA

De acordo com o jornalista Miguel do Rosário, do site “O Cafezinho”, os primeiros relatórios financeiros divulgados ao público datam de 1999. e revelam que a maioria dos doadores para Transparência Internacional foram instituições públicas ou privadas dos Estados Unidos, como Ford Foundation, MacArthur Foundation, United States Agency for International Development (Usaid), Open Society.

No ano seguinte, a mesma coisa: os maiores doadores foram Open Society, USAID, Ford.

Miguel do Rosário observa a grana dos EUA entra nos cofres da TI durante os anos seguintes, até 2022, ano do último relatório. O corpo de doadores, todavia, se amplia, com a entrada generosa da maioria dos governos europeus. Além, é claro, da onipresente NED, National Endowment for Democracy, que o governo chinês acusou, num manifesto oficial divulgado em maio de 2022, de ser uma das financiadoras ocultas de todas as chamadas “revoluções coloridas”:

“A NED foi vista por trás das revoluções coloridas instigadas e orquestradas pelos Estados Unidos, incluindo a desintegração da União Soviética, a Revolução Rosa na Geórgia, a Revolução Laranja na Ucrânia e a Primavera Árabe.”, denunciam os chineses.

Com informações da CNN, Brasil247 e O Cafezinho