Brasil bate o recorde de pessoas com carteira assinada

Brasil bate o recorde de pessoas com carteira assinada

No governo Lula a população ocupada alcançou o recorde de 100,7 milhões de pessoas em 2023. Os dados divulgados nesta sexta-feira (21/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fazem parte do módulo Características adicionais do mercado de trabalho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.

No ano passado, essas 100,7 milhões de pessoas representaram a maior estimativa da série iniciada em 2012. O contingente representou acréscimo de 1,1% em relação a 2022 (99,6 milhões de pessoas) e de 12,3% frente à população de 2012 (89,7 milhões de pessoas).

Em relação a 2022, o total da população em idade de trabalhar expandiu-se 0,9%, e foi estimada em 174,8 milhões de pessoas. Com o avanço simultâneo das duas populações, o nível da ocupação ficou estimado em 57,6%, em 2023. Este nível de ocupação refere-se à comparação entre as pessoas efetivamente ocupadas e o conjunto da população em idade economicamente ativa.  Neste quesito, o índice é o maior após o máximo da série, de 58,3%, registrado em 2013.

O número de pessoas com carteira assinada no setor privado também registra marca histórica, alcançando 37, 7 milhões de pessoas, ou 37,4% da população ocupada, maior índice desde 2014, quando foi de 39,5% das pessoas com trabalho. No setor público, o número de pessoas com contrato formal de trabalho mantiveram sua participação em torno de 12% em 2023, equivalente a 12,2 milhões de trabalhadores.

Sindicalização

Enquanto o mercado de trabalho registra avanços, a sindicalização segue perdendo força entre os trabalhadores. Em 2023, apenas 8,4% dos ocupados eram associados a sindicato, o equivalente a 8,4 milhões de pessoas. O número representa uma queda de 7,8%, ou de 713 mil pessoas, em relação ao ano anterior, quando havia 9,1 milhões de ocupados sindicalizados (9,2% do total), e chegou novamente ao menor patamar da série histórica, iniciada em 2012 (16,1%). Os dados também são do IBGE.

Com informações do IBGE