O governo brasileiro tomou conhecimento, com pesar e consternação, da morte de mais cinco agentes humanitários em decorrência de ataques aéreos contra a Faixa de Gaza. Os membros da Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV) trabalhavam em ambulâncias que prestavam socorro à população afetada pelo conflito israelo-palestino.
A nota oficial não divulgou as nacionalidades das vítimas. Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil também se manifestou sobre essas mortes, pedindo que as partes envolvidas no conflito na região cessem imediatamente a violência e cumpram com suas “obrigações perante o direito internacional”.
Em nota o Itamaraty informa que “ao manifestar sua solidariedade às agências humanitárias, cuja missão é proteger a vida e prestar assistência a vítimas de conflitos armados, e aos profissionais de saúde – médicos, paramédicos, enfermeiros e motoristas de ambulâncias –, o governo brasileiro insta as partes em conflito a cessarem a violência e a cumprirem suas obrigações perante o direito internacional.”
Fotógrafo perde 15 parentes em Gaza
O fotojornalista Motaz Azaiza, que presta serviço para a ONG de suporte a refugiados palestinos Unrwa USA, registrou a morte de 15 parentes seus após mais um ataque de Israel aos moradores da Faixa de Gaza, nesta quinta-feira (12). No Instagram, Azaiza publicou um vídeo dele com sua reação quando chegou ao local para fazer as fotos das quais já está acostumado, mas com um sentimento único nesse registro.
Sobre os escombros, ele também gravou a ação da população para remover os entulhos deixado pele bombardeio, as manchas de sangue no local e, no fim, um homem passa carregando restos mortais de um corpo completamente desfigurado.
“Um novo massacre, mas desta vez é para a minha família. Mais de 15 pessoas foram assassinadas por um ataque aéreo israelense”, escreveu.
https://twitter.com/UrbanNathalia/status/1712466510650995078