Em artigo no jornal O Globo, o articulista Bernardo Mello Franco comenta a possibilidade do ex-comunista Aldo Rebelo ser linha auxiliar da candidatura do filho 01 de Bolsonaro
Bernardo Mello Franco começa o seu artigo, que foi publicado no dia 10/03, no jornal O Globo, com uma constatação:
“Em 2022, Jair Bolsonaro teve a ajuda de um candidato laranja. Era Kelmon Souza, um baiano que se dizia padre pela Igreja Ortodoxa do Peru. Em 2026, Flávio Bolsonaro deve contar com outro adversário de mentirinha. É Aldo Rebelo, ex-ministro dos governos Lula e Dilma”.
Num vídeo, publicado no X (twitter), Mello Franco discorre sobre este novo “Padre Kelmer”:
BERNARDO MELLO FRANCO | Você se lembra do Padre Kelmon? Nas eleições de 2022, o candidato ficou conhecido por atuar como uma espécie de “linha auxiliar” nos debates presidenciais. Agora, um movimento semelhante pode se repetir. Desta vez envolvendo Aldo Rebelo.#JornalOGlobo pic.twitter.com/FP1b61BZCU
— Jornal O Globo (@JornalOGlobo) March 12, 2026
Bernardo Mello Franco observa que Aldo lançou sua campanha em janeiro, e ainda não foi capaz de empolgar as massas e aparece em último lugar em todos os cenários testados pelo Datafolha, com 2% das intenções de voto. Fica atrás até de Renan Santos, o youtuber do MBL.
“Fora do páreo, Aldo parece cumprir tarefa como linha auxiliar do bolsonarismo. Na semana passada, usou uma entrevista para fazer ataques a Lula (“amargurado”), Marina Silva (“uma tragédia”) e o PSOL (“atrapalha qualquer governo”).
O articulista do Globo observa que Aldo Rebelo foi deputado por seis mandatos, chegou à presidência da Câmara como substituto de Severino Cavalcanti e foi ministro da Defesa no governo Dilma Roussef, mas alfineta:
“Sua carreira parlamentar é mais lembrada por lances folclóricos, como as tentativas de proibir o uso de palavras estrangeiras e de criar o Dia Nacional do Saci. Há quatro anos, ele tentou voltar à tona como senador por São Paulo. Terminou em sétimo lugar, com 1% dos votos”.
Rejeitado nas urnas, o Policarpo Quaresma das Alagoas também tem penado para estacionar num partido. Desde que saiu do PCdoB, já rodou por PSB, Solidariedade, PDT e MDB. Agora aproveitou a aposentadoria de José Maria Eymael para se filiar ao nanico Democracia Cristã, pontua o jornalista.

Finalizando, Bernardo Mello Franco sentencia:
Em 2022, Kelmon causou espanto ao ir aos debates de batina e crucifixo. Terminou a eleição com o apelido de “padre de festa junina”. Mais discreto, Aldo adotou outro figurino para o papel de candidato laranja. Tem circulado de paletó e chapéu-panamá.
Fonte: O Globo