Direitos Humanos
2 anos atrás

Ataques de Israel deixam 100 mil vítimas em Gaza, entre mortos, feridos e desaparecidos

 A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta sexta-feira (2) que os ataques de Israel à faixa de Gaza fez mais de 100 mil vítimas, entre mortos, feridos e desaparecidos. A informação é do colunista Jamil Chade, do portal Uol. Ao menos 27 mil palestinos morreram e há 66,1 mil feridos desde 7 de outubro, quando os israelenses iniciaram bombardeios em resposta a um ataque surpresa do Hamas, que matou 1.200 mortos.

A crise humanitária se agrava em Gaza, apesar de a Corte Internacional de Justiça da ONU ter pedido a Israel medidas para evitar um genocídio na região. “Eu não vejo qualquer melhora na situação humanitária”, disse Jens Laerke, porta-voz da ONU para temas humanitários.

“O risco da fome é elevado e aumenta a cada dia”, afirmou Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “Pedimos um cessar-fogo”, apelou. Segundo ele, o governo de Israel vem realizando uma intensa operação contra as agências internacionais, acusando inclusive a OMS de “conluio com o Hamas”, o que ele contesta.

O representante da OMS na região, Richard Peeperkorn, lembrou que há o veto de Israel a missões da agência para o norte de Gaza. Das 15 iniciativas solicitadas pela agência, oito foram negadas e quatro não conseguiram ser realizadas diante da destruição de estradas.

Israel faz de Gaza uma “panela de pressão de desespero”

A agência estima que 8.000 palestinos precisam ser levados para hospitais fora de Gaza para atendimentos urgentes. Desses, menos de 300 foram socorridos.

De acordo com a agência das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 17 mil crianças estão hoje sozinhas em Gaza. E o choque de algumas delas é tão profundo que levam dias até conseguir dizer seus próprios nomes. “Nunca vi tantas pessoas amputadas, inclusive entre crianças”, disse Peeperkorn, da OMS.

Para o Escritório Humanitário da ONU, Gaza é hoje “uma panela de pressão de desespero e tememos o que vai ocorrer”.

Situação em Gaza, segundo levantamento da OMS:

  • Apenas 13 dos 36 hospitais de Gaza estão funcionando. E mesmo assim parcialmente;
  • Há registro de 245.858 casos de infecções respiratórias;
  • São 161.285 casos de diarreia, um aumento de 23 vezes em relação a 2022;
  • 69.962 casos de sarna e piolhos;
  • 44.550 casos de erupções cutâneas;
  • 6.625 casos de catapora.

Fonte: RBA