A rede municipal de urgência e emergência de Aparecida de Goiânia realizou 508.329 atendimentos entre janeiro e agosto de 2026, segundo balanço da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O levantamento reúne a produção das UPAs Buriti Sereno, Brasicon, Flamboyant e Colina Azul, do CAIS Nova Era e os principais indicadores da Maternidade Municipal Maria da Cruz.
Os números mostram a dimensão da assistência oferecida diariamente à população e permitem à gestão acompanhar a produção, a utilização da estrutura e indicadores relacionados à qualidade do atendimento. Além do volume de procedimentos, o período apresentou avanços em indicadores de tempo de espera, atendimento pediátrico, utilização e giro de leitos.
Principais números do balanço
- 508.329 atendimentos na rede de urgência e emergência
- 1,47 milhão de procedimentos realizados
- 17.940 atendimentos na Maternidade Maria da Cruz
- 1.690 partos realizados
- 12.812 encaminhamentos acompanhados
- 2.185 atendimentos nas salas de estabilização
Rede de urgência mantém alta produção
A UPA Buriti Sereno concentrou o maior número de atendimentos, com 130.287, seguida pelo CAIS Nova Era, com 103.590; pela UPA Brasicon, com 98.159; pela UPA Flamboyant, com 96.075; e pela UPA Colina Azul, com 80.218.
Do total registrado nas cinco unidades, 389.333 atendimentos foram realizados na clínica médica e 107.770 na pediatria, além da oferta de assistência especializada em ortopedia, psiquiatria e odontologia.
A estrutura de apoio diagnóstico e a realização de procedimentos também acompanharam o volume assistencial. No período, foram registrados exames de eletrocardiograma, raio-X e laboratoriais, além de mais de 1,47 milhão de procedimentos nas cinco unidades.
Na UPA Buriti Sereno, foram 91.245 consultas de clínica médica, 29.652 atendimentos pediátricos, 9.410 de ortopedia e 3.653 odontológicos. A unidade realizou ainda 12.645 exames laboratoriais, 56.896 exames de raio-X e 453.797 procedimentos.
Indicadores mostram evolução da assistência
Além de acompanhar o número de atendimentos, a Secretaria Municipal de Saúde monitora indicadores assistenciais para identificar gargalos e orientar melhorias nos serviços.
Na UPA Brasicon, houve redução no tempo total de espera para atendimento médico entre os pacientes classificados pelo Protocolo de Manchester como azul (não urgente), de 56 para 47 minutos, e como verde (pouco urgente), de 26 para 21 minutos. Os tempos registrados estão abaixo dos parâmetros de referência do protocolo, que estabelece tempo-alvo de até 240 minutos para pacientes classificados como azul e até 120 minutos para os classificados como verde. O resultado demonstra melhora no fluxo de atendimento e maior agilidade na resposta aos usuários, inclusive entre os casos de menor prioridade clínica.

A unidade também apresentou evolução nos registros relacionados à sepse. Os registros identificados no primeiro dia passaram de 9% para 0%, enquanto os casos de choque séptico passaram de 25% para 9%, de acordo com os indicadores acompanhados pela gestão.
Na UPA Flamboyant, os atendimentos pediátricos realizados durante o dia passaram de 982 para 1.108, crescimento de aproximadamente 13%.
Já no CAIS Nova Era, o giro de leitos da enfermaria adulta passou de 17 para 25, aumento de 47% no indicador que acompanha a utilização e a renovação dos leitos.
Nas enfermarias adultas e pediátricas das cinco unidades, foram contabilizados 11.638 giros de leitos no período. A taxa média de ocupação registrada foi de 99% na UPA Buriti Sereno, 53% na UPA Brasicon, 101% na UPA Flamboyant, 94% no CAIS Nova Era e 82% na UPA Colina Azul.
Nas salas de estabilização, foram registrados 2.185 atendimentos. A rede contabilizou ainda 12.812 encaminhamentos acompanhados por 5.696 registros de Autorização de Procedimentos Ambulatoriais (APAC).
Maternidade mantém produção e amplia oferta de serviços
Na Maternidade Municipal Maria da Cruz, foram realizados 17.940 atendimentos de emergência obstétrica e ginecológica entre janeiro e agosto. A unidade contabilizou 4.141 ultrassonografias, 3.278 cardiotocografias, 2.989 aplicações de vacinas, 2.073 pequenos procedimentos e 1.916 internações no Alojamento Conjunto.
No Centro de Parto Normal, foram registradas 1.029 internações. Na urgência obstétrica, foram 1.808. Ao todo, a maternidade realizou 1.690 partos, sendo 952 normais e 738 cesáreas.
Entre os demais serviços ofertados estão 305 implantes de Implanon, 240 laqueaduras, 201 curetagens, 136 sessões de fototerapia e 768 testes do pezinho. Somente em agosto, a unidade registrou 838 ultrassonografias e 122 implantes de Implanon.
Gestão baseada em indicadores
Para o prefeito Leandro Vilela, os resultados refletem o compromisso da gestão municipal com a ampliação e a qualificação dos serviços de saúde. “Estamos trabalhando para que a população tenha uma rede de saúde cada vez mais estruturada, com capacidade para atender a demanda e, principalmente, com qualidade no atendimento. Os números mostram o tamanho do esforço que estamos fazendo e reforçam que saúde é uma prioridade da nossa gestão”, afirma.
O secretário municipal de Saúde, Alessandro Magalhães, acrescenta que os resultados também evidenciam que a organização da rede precisa estar ligada à experiência e às necessidades de quem procura os serviços: “Cada número desse balanço representa alguém que chegou a uma unidade de saúde buscando cuidado. Quando conseguimos reduzir um tempo de espera, organizar melhor um leito ou qualificar um atendimento, estamos melhorando, na prática, a vida de quem precisa da rede pública de saúde.”

Nesse sentido, Gustavo Assunção, superintendente de Atenção à Saúde, reforça que o acompanhamento sistemático dos dados permite identificar demandas, organizar a oferta e direcionar ações de melhoria: “Mais do que contabilizar atendimentos, esses números nos permitem acompanhar de forma objetiva como a rede está respondendo às necessidades da população. A gestão acompanha os resultados e utiliza os dados para tomar decisões e aperfeiçoar os serviços.”
Segundo o superintendente, o monitoramento também contribui para o planejamento da expansão e da qualificação dos serviços: “Uma rede desse tamanho precisa ser acompanhada permanentemente. Os indicadores nos ajudam a entender onde estão as maiores demandas, onde precisamos melhorar os fluxos e devemos concentrar esforços para garantir à população uma assistência cada vez mais organizada e resolutiva.”