Amma cria medidas de proteção para abelhas silvestres dos parques de Goiânia

Amma cria medidas de proteção para abelhas silvestres dos parques de Goiânia

Atividade, realizada pela Amma, tem início às 08h, no Bosque dos Buritis. Ação contempla 253 áreas de conservação. Objetivo é proteger os animais, ligados a 70% da produção agrícola mundial

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), inicia, às 08h desta sexta-feira (20/05), no Bosque dos Buritis, inventário da fauna de abelhas silvestres dos 62 parques de Goiânia. Ação contempla, também, 253 áreas de conservação.

Atividade busca identificar nos espaços públicos a presença de colmeias de abelhas silvestres. A espécie é reconhecida por não possuir ferrão, ao contrário das abelhas africanizadas, que representam perigo às pessoas, e podem ser letais.

O presidente da Amma, Luan Alves, ressalta que o órgão “visa, essencialmente, proteger a vida desses animais, os quais são apontados como os mais importantes do planeta, pois 70% da produção agrícola mundial depende delas”. E a causa dessa importância, segundo Luan, “está relacionada ao trabalho de polinização que elas exercem nas plantas: muitos vegetais e frutas dependem da polinização para que se reproduzam”.

Em decorrência da existência, dentro dos parques e áreas de conservação, de milhares de árvores frutíferas, a proteção desses insetos é necessária para geração de alimentos, no caso frutas, a diversos animais.

O presidente da Amma cita que a agência vai realizar o georreferenciamento das colmeias, registrar a localização do ninho, a espécie e a identificação da árvore em que estão. “O trabalho de georreferenciamento também será realizado nas árvores nas vias de Goiânia para que, em caso de extirpação ou queda delas, a colmeia seja retirada e levada para os parques”, diz.

A Amma realiza outra ação para conter pessoas que estão retirando abelhas silvestres dos parques. Os supervisores dos parques receberão orientação técnica na identificação das colmeias, bem como na observação das ações dos frequentadores frente às abelhas.

Foto: Sinésio Dioliveira-Secom