O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, revela que a AGU obteve o bloqueio de R$ 2,8 bilhões em bens e ativos financeiros de associações, empresas e pessoas físicas investigadas por suspeita de fraudes contra aposentados e pensionistas. A Justiça Federal deferiu as 15 ações cautelares ajuizadas pela AGU, em nome do INSS, com base na Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013). O objetivo é que os valores sejam usados para ressarcir as vítimas de descontos ilegais.

A ação original foi ajuizada pela AGU em 8 de maio deste ano, requerendo o bloqueio de bens na ordem de R$ 2,56 bilhões contra 12 entidades associativas e seus dirigentes. Estas entidades são apontadas pelo inquérito policial como empresas de fachada, criadas com o objetivo de cometer fraudes por meio de “laranjas”.

 

Jorge Messias, ministro da AGU

Por determinação judicial, a ação original foi desmembrada em 15 processos distintos, com um máximo de cinco réus por ação, para garantir maior celeridade e eficiência processual. Os resultados começaram a aparecer já em 3 de junho, quando R$ 119 milhões foram bloqueados das primeiras oito empresas e seus sócios. As últimas quatro decisões que completam o montante bilionário foram publicadas nesta quinta-feira (12).

Fonte: AGU