A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reagiu a postagem feita pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e teceu duras críticas ao seu enteado em vídeos publicados em seu perfil no Instagram, dizendo que foi desrespeitada e destratada.
Na gravação, Michelle afirma ter sido “apunhalada” pelo parlamentar e revelou que os dois não se falam desde o fim de 2025.
De acordo com ela, Flávio ainda teria dito para ela se afastar das decisões partidárias por “não entender de política”. “Eles me tratam como se eu fosse idiota”, desabafou a ex-primeira-dama.
“Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante”, falou Michelle.
🚨BOMBA! Michelle revela que foi HUMILHADA por Flávio Bolsonaro após questionar decisões do PL.
O CLÃ ESTÁ SE DESMONTANDO AO VIVO! 👀🔥 pic.twitter.com/WWm2TiVu2s
— Pedro Rousseff (@pedrorousseff) June 24, 2026
Divergência tem pano de fundo apoio a Ciro Gomes nas eleições do Ceará
O pano de fundo da briga é o desenho do palanque do PL em solo cearense. Michelle posicionou-se firmemente contra a articulação liderada por caciques locais do PL — que conta com o aval do deputado André Fernandes e de aliados próximos de Jair Bolsonaro na região, para fechar uma composição com Ciro Gomes (PSDB) logo no primeiro turno da disputa pelo governo do estado.
Para a ex-primeira-dama, a direita deve marchar no primeiro turno com a pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE). Na visão dela, aliar-se a Ciro Gomes é uma afronta à coerência política, relembrando os ataques históricos do pedetista/tucano contra Jair Bolsonaro e apontando que Ciro contribuiu diretamente para o processo que culminou na inelegibilidade do ex-presidente. Semana passada, Michelle já havia incendiado os bastidores ao afirmar que a direita não deveria fazer “aliança com o mal”, uma linha vermelha clara contra a ala que tenta pragmatismo para derrotar o PT. Ela defende que um apoio a Ciro só poderia ser cogitado em um eventual segundo turno.
Ataque coordenado dos “irmãos”
O contra-ataque do clã Bolsonaro à insubordinação de Michelle não demorou, mas, segundo ela, revelou uma tática manjada de gabinete. No vídeo, a presidente do PL Mulher acusou os filhos do ex-presidente de agirem em bloco para tentar descredibilizá-la perante a militância.
“Os irmãos se uniram, de forma coordenada, com textos muito parecidos entre si. Parecia combinado, premeditado”, denunciou.
Com agências e redes sociais