Após meses de negociação, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 foi aprovada, nesta quarta-feira (2), pela ampla maioria dos integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A apreciação do tema aconteceu em caráter simbólico, quando os membros do colegiado não precisam declarar seus votos nominalmente. Apesar disso, dos 27 parlamentares na sessão, quatro deles resolveram se posicionar e manifestar publicamente voto contrário à matéria, todos eles do PL, partido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que deu declarações contrárias ao projeto de reduzir a jornada para 5 dias de trabalho e 2 de descanso.

Único representante de Goiás na CCJ o senador Vanderlan Cardoso (PSD) votou a favor do fim da 6×1.

 

O senador Rogério Marinho (PL-RN), que  é o líder da oposição no Senado Federal e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República votou contra. Marinho foi secretário especial da Previdência de 2019 a 2020 e ministro do Desenvolvimento Regional de 2020 a 2022, durante o governo Jair Bolsonaro. Ex-vice-presidente do Brasil, o senador gaúcho Hamilton Mourão (Republicanos), foi também contra a redução da jornada de trablaho. Tereza Cristina (PP), que foi cotada para a vice de Flávio Bolsonaro  votou contra, assim como Jaime Bagattoli (PL), que atua em seu primeiro mandato como senador por Rondônia.

 

VEJA QUEM VOTOU CONTRA A PEC

  • Rogério Marinho (PL/RN)
  • Jaime Bagattoli (PL/RO)
  • Tereza Cristina (PP/MS)
  • Hamilton Mourão (Republicanos/RS)

 

VEJA QUEM FOI A FAVOR DA PEC

Senador Vanderlan Cardoso votou pelo fim da 6×1
  • Eduardo Braga (MDB/AM)
  • Renan Calheiros (MDB/AL)
  • Jader Barbalho (MDB/PA)
  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB/PB)
  • Soraya Thronicke (PSB/MS)
  • Professora Dorinha Seabra (União/TO)
  • Styvenson Valentim (Podemos/RN)
  • Oriovisto Guimarães (PSDB/PR)
  • Jayme Campos (União/MT)
  • Jorge Seif (PL/SC)
  • Magno Malta (PL/ES)
  • Dr. Hiran (PP/RR)
  • Laércio Oliveira (PP/SE)
  • Otto Alencar (PSD/BA)
  • Omar Aziz (PSD/AM)
  • Eliziane Gama (PSD/MA)
  • Vanderlan Cardoso (PSD/GO)
  • Rodrigo Pacheco (PSB/MG)
  • Lourdinha Pereira (PSB/MA)
  • Rogério Carvalho (PT/SE)
  • Fabiano Contarato (PT/ES)
  • Camilo Santana (PT/CE)
  • Weverton Rocha (PDT/MA)

 

 

Flávio Bolsonaro interrompe campanha para atuar contra o fim da escala 6×1

 

Foto: Lula Marques / Agência Brasil.

 

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, deu uma pausa na agenda eleitoral na terça-feira (1º) para permanecer em Brasília e acompanhar nesta quarta-feira (2/9)as articulações no Congresso sobre o fim da escala 6×1, com objetivo de  criar contraponto à proposta do governo do presidente Lula.

“A minha posição é a alternativa melhor que nós estamos dando, de liberdade total para o trabalhador poder fazer a sua própria escala, com todos os direitos trabalhistas garantidos na Constituição”, afirmou Flávio.

O próprio entorno do candidato reconhece que simplesmente se posicionar contra o fim da 6×1 é uma posição difícil de sustentar diante da popularidade da mudança. Pesquisa Quaest, divulgada em 15 de julho, aponta que 69% dos brasileiros são favoráveis, mas Flávio e os coordenadores da campanha avaliam que a aprovação da redução da jornada de trabalho é um ponto positivo para o presidente Lula e por isso lutam para que ela não seja aprovada no plenário do Senado, após a derrota na CCJ.