Ruas criticam blindagem e presidente Rueda é suspeito de envolvimento com o PCC
A PEC da Blindagem (PEC 3/2021), ou “PEC da Bandidagem”, como está ficando conhecida nas redes sociais, começou a fazer estragos no União Brasil. A reação popular a PEC, que livra deputados e senadores corruptos da cadeia, acabou com o discurso de moralidade da dita direita conservadora “pátria, Brasil e família”, pois a PEC da Blindagem acaba com a Lei da Ficha Lima e permite que bandidos do PCC e CV sejam candidatos nas próximas eleições.

Um dos primeiros a sentir o golpe foi o presidenciável do União Brasil, o governador Ronaldo Caiado. Ele deu entrevistas criticando o projeto, que foi aprovado com 90% dos votos dos 53 deputados do seu partido.
Em nota nas suas redes sociais, Caiado falou:
“A PEC da Blindagem, se for mesmo aprovada, representa o divórcio do Congresso Nacional com o povo brasileiro e terá consequências nefastas para a política nacional. Ela é um convite para o crime organizado entrar no Congresso pela porta da frente, disputando voto nas urnas, para proteger os chefes das facções do alcance da justiça. Espero que o Senado corrija o erro da Câmara e rejeite a proposta,diz Caiado”
A deputada federal goiana, Silvye Alves (União) também usou suas redes sociais para perdir desculpas aos seus eleitores por ter votado no projeto que dá imunidade total aos parlamentares e entrega o Congresso Nacional ao crime organizado.
“Eu cometi um erro gravíssimo na votação da PEC da Blindagem, que foi contra tudo aquilo que eu defendo, tudo aquilo que eu acredito. Eu cedi à pressão e não tive força naquele momento para fazer o correto”, afirmou em vídeo divulgado em suas redes sociais.

Rueda na mira da PF
O nome do presidente do União Brasil, o advogado Antônio Rueda, teria aparecido nas investigações que investigam a infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) nos setores financeiro e de combustíveis.
A Polícia Federal (PF) investiga a informação de que Rueda seria dono oculto de jatos executivos, que estão formalmente em nome de terceiros e de fundos de investimento. São três investigações: Carbono Oculto, do Ministério Público de São Paulo; Tank e Quasar, tocadas pela PF. O nome de Rueda apareceu na Tank.
As aeronaves são operadas pela empresa Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), a mesma que seria usada por dois dos principais investigados na Carbono Oculto: Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, dono da refinaria Copape.
A Táxi Aéreo Piracicaba é uma empresa conhecida no mercado da aviação privada e já prestou serviço para vários políticos com mandato.
Uma das aeronaves, o Cessna 560XL de matrícula PRLPG, está em nome de uma empresa, a Magik Aviation, que é ligada a outra empresa, a Bariloche Participações S.A. Ambas têm o mesmo presidente.
Sediada no Itaim Bibi, em São Paulo (SP), a Bariloche pertence a dois empresários do ramo de mineração: Haroldo Augusto Filho e Valdoir Slapak.
Outro lado
Nas redes sociais, Rueda classificou a situação como uma campanha difamatória.
“Estou sendo alvo de ilações irresponsáveis e sem fundamento. Não há qualquer lastro fático. O que há, sim, é um pano de fundo político nestas leviandades, que estão sendo orquestradas, usando-se uma operação policial séria, para atacar adversários. Estou tomando as medidas cabíveis,para a proteção do meu nome e reputação do partido que presido,contra campanhas difamatórias”, declarou.
Com CNN e Metrópoles