Maioria dos brasileiros entende que o filho 01 de Jair Bolsonaro é o responsável pela sobretaxa às exportações brasileiras
O governo Lula reagiu ao novo tarifaço de 25% anunciado pelos Estados Unidos e criticou a família Bolsonaro, principalmente os irmãos Eduardo e Flávio Bolsonaro a quem chamou de “falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”. A fala do presidente, no entanto, encontrou eco junto ao eleitorado brasileiro, que segundo a pesquisa Quaest, vê Flávio como responsável pelo prejuízo à economia brasileira.
O POVO NÃO É BOBO! Pesquisa Quaest mostra que 51% dos entrevistados entendem que foi Flávio Bolsonaro que pediu aos EUA que taxasse o Brasil.
TARIFLÁVIO TAXOU VOCÊ
BOLSONAROS INIMIGOS DO POVO pic.twitter.com/PhR6izwtK0— Rogério Correia (@RogerioCorreia_) July 16, 2026
Quaest
A pesquisa Quaest, divulgada na última quarta-feira (15/07) trouxe uma pergunta sobre o tarifaço, perguntando se o entrevistado concordava com a fala do presidente Lula (PT) de que a culpa pela taxação era da mobilização feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) junto ao presidente norte-americano Donald Trump, a maioria, 51% respondeu que concorda com Lula e que o tarifaço é culpa de Flávio:
Quaest: Lula acusa Flávio Bolsonaro de ter pedido o tarifaço contra o Brasil. Flávio afirma ter pedido a Trump para não taxar o país. Com quem você concorda mais?
Lula: 51% (em junho, eram 47%);
Flávio Bolsonaro: 30% (eram 35%);
Não sabe/não respondeu: 19% (eram 18%)
Noutra pergunta, Lula saiu em defesa do PIX, dizendo que o tarifaço era retaliação à moeda eletrônica brasileira que substituiu o dólar e os cartões de crédito nas transações nacionais e internacionais, o resultado foi novamente favorável ao petista e desfavorável ao candidato do PL:
Quaest: Para Lula, as novas tarifas são retaliações ao Pix. Para Flávio, são reações às declarações de Lula contra os EUA. Com quem você concorda mais?
Lula: 49% (em junho, eram 46%);
Flávio Bolsonaro: 33% (eram 36%);
Nenhum dos dois: 10% (eram 10%);
Não sabe/não respondeu: 8% (eram 8%)
Alinhamento a Washington

Flávio discursou em Washington pedindo que o tarifaço fosse adiado para “depois das eleições”. O candidato do PL também sugeriu aos EUA a limitação do Pix, propondo não conectá-lo a redes internacionais “não ocidentais” que ameaçariam a hegemonia do dólar. Esta fala de alinhamento aos interesses norte-americanos motivou as críticas do presidente Lula de que a família Bolsonaro não defende o Brasil, mas apenas os seus próprios interesses eleitorais.

Governo brasileiro reage a tarifaço
O governo brasileiro divulgou nota repudiando a decisão dos Estados Unidos (EUA) de impor tarifas de 25% sobre produtos vindos do Brasil. A medida estadunidense passa a valer a partir do próximo dia 22, com base em investigações feitas por Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).

A nota, assinada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, destaca que o Brasil não reconhece a legitimidade dessas investigações, que não teriam amparo nas regras multilaterais de comércio. E acrescenta que não há justificativa para medidas unilaterais dos Estados Unidos contra o Brasil.
“O dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”.
A nota diz ainda que a Lei de Reciprocidade brasileira será acionada “imediatamente”, além de instrumentos para solução de conflitos no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).
“O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC”.
Com Agência Brasil