O levantamento divulgado nesta quarta-feira, 15/07, pelo Instituto Quaest, mostra que 46% dos eleitores brasileiros temem mais a vota da família Bolsonaro ao poder do que a reeleição do presidente Lula, contra 38% que declararam temer mais a reeleição do petista. A pesquisa também mostra que  para 54%  dos entrevistados, Flávio Bolsonaro não é visto como mais moderado da família e a sua rejeição também aumentou.

 

 

Rejeição – A  rejeição de Flávio Bolsonaro era de 52% em abril e chega neste mês de julho  57%. Já a de Lula, no mesmo período, foi de 55% para 50%. O aumento da rejeição de Flávio ocorre após revelações do pedido de R$ 61 milhões do senador ao banqueiro Daniel Vorcaro para o suposto financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. O índice também avançou depois da divulgação de vídeos de Michelle Bolsonaro (PL) em que a ex-primeira-dama acusa o enteado de tê-la maltratado e desrespeitado sua visão política, além da viagem do senador aos Estados Unidos.

 

Depois de Flávio e Lula, os pré-candidatos com maior rejeição são Ronaldo Caiado (PSD), com 34%, e Romeu Zema (Novo), com 31%. A recusa a Caiado oscila dentro da margem de erro desde abril, enquanto a de Zema subiu quatro pontos desde maio e voltou ao patamar registrado em abril.

Eleitor dá razão a Michelle na briga com Flávio

Para 45% dos eleitores Michelle acertou ao divulgar o vídeo contra Flávio Bolsonaro. Outros 38% avaliaram que ela errou ao expor o pré-candidato do PL à Presidência, e 17% não souberam ou não responderam. Para 31% as declarações de Michelle sobre Flávio fora totalmente verdadeiras, contra 27% que consideraram parcialmente verdadeiras e 16%, totalmente falsas. Entre os eleitores de Lula, 62% avaliaram que Michelle acertou ao divulgar o seu vídeo, entre os independentes, 39%, eleitores de direita, 35% e entre os bolsonaristas 64% reprovaram e 20% aprovaram.

Metodologia – A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07181/2026. O Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre 10 e 13 de julho em todo o país; a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.