Profissional do sexo fez B.O. acusando empresário de não pagar o programa

Reportagem do Metrópoles revela que uma mulher trans fez um Boletim de Ocorrência (B.O) acusando o empresário empresário goiano Leandro Batista Nóbrega, dono do Frigorífico Goiás, que é militante bolsonarista e ficou conhecido pela promoção às vésperas das eleições de 2022 da “Picanha 22”, de não pagar R$ 500 por um programa sexual, além de cometer transfobia e fazer ameaças. No jarguão do job, o calote em profissionais do sexo é chamado de “mão-de-vaca”.

A polícia civil abriu procedimento policial para apurar os fatos e a investigação está com a 1ª DP.

Leandro Batista também se notabilizou por colocar cartaz no seu estabelecimento comercial dizendo que não vendia seus produtos para clientes que fossem filiados ao PT ou que votavam no presidente Lula.

Próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do senador Wilder Morais, o empresário ganhou projeção nacional com vídeos de churrascos, ações de marketing do frigorífico e publicações de cunho político. Hoje, o empresário reúne 2,5 milhões de seguidores no perfil da empresa no Instagram e outros 974 mil em sua conta pessoal.

No boletim de ocorrência, ao qual o Metrópoles teve acesso, ela relata que o desentendimento começou durante o programa, em razão do tipo de serviço sexual que Leandro pretendia contratar conforme vídeo divulgado pelo Portal Metrópoles.

Na matéria do Portal Metrópoles o denunciante foi identificada pelo nome fictício de Aline como forma de preservar a sua identidade. Segundo ela, o empresário foi em seu apartamento no dia 15 de junho. No boletim de ocorrência registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) que a reportagem teve acesso, o desentendimento começou durante o encontro, após uma divergência sobre o serviço que seria prestado. Segundo a publicação, Leandro queria ser o passivo da relação, enquanto Aline se recusou a praticar o ato no empresário.

A mulher relatou que reconheceu Leandro e o questionou sobre publicações consideradas transfóbicas feitas por ele nas redes sociais. A discussão foi parcialmente gravada. De acordo com o registro policial, o empresário deixou o local sem pagar o valor combinado e, posteriormente, teria oferecido dinheiro para impedir a divulgação das imagens.

Aline afirmou que recusou a proposta e negou ter exigido qualquer quantia em troca de silêncio. Conforme o boletim, Leandro teria então acusado a acompanhante de extorsão e dito: “Eu tenho dinheiro. Eu mando fazer o que eu quiser com você”.

 

Defesa de pronuncia

Em nota, a defesa de Leandro disse que a acusação é falsa e que “foi autorizado a tomar providencias contra o jornal, seus proprietários, autor da matéria, bem como, todos os que republicaram ou pretendem republicar”, informou. “Vamos apurar isso, principalmente quem está por trás dessa falsa acusação”, completou.