A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º/7), a terceira fase da Operação Rent a Car, denominada Operação Galho Fraco II, com o objetivo de aprofundar investigações relacionadas à suposta prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.
Um dos alvos foram assessores do líder do PL na Câmara Federal, Sóstenes Cavalcante, um dos principais apoiadores da campanha presidencial de Flávio Blsonaro (PL-RJ).
Perícia da PF mostra que Sóstenes inventou contrato falso de venda de imóvel para justificar R$ 460 mil em dinheiro vivo encontrados em seu apartamento.
A acão da PF investiga lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa

R$ 430 mil num saco
Em dezembro, ao cumprir mandatos de busca e apreensão, a PF apreendeu R$ 430 mil em espécie em um endereço ligado a Sóstenes Cavalcante. Além dele, Carlos Jordy (PL-RJ) foi alvo da ação.
Segundo os investigadores, o esquema envolvia o uso de contratos falsos com locadoras de veículos para justificar despesas inexistentes, permitindo o desvio de verbas públicas e a posterior lavagem de dinheiro.
Perícia desmacha álibi de Sóstenes
Sóstenes então havia afirmado que o dinheiro tinha origem na venda de um imóvel. Entretanto, não explicou por que recebeu dinheiro vivo pela venda e falou que seus advogados e o contador apresentariam as provas.
O advogado de Sóstenes e pessoas ligadas ao deputado que foram responsáveis por sacar o dinheiro apreendido e por tentar fraudar a investigação criando uma versão sobre a origem do dinheiro foram alvos desta segunda operação.
É que a PF descobriu que o contrato de venda do imóvel a que Sóstenes se referiu para justificar o dinheiro encontrado era falso. Pela tentativa de inventar uma explicação para o dinheiro, a PF investiga a possibilidade de fraude processual.
Segundo a PF, o objetivo da nova fase da operação é “aprofundar investigações relacionadas à suposta prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.”

Dinheiro em livro
Segundo os investigadores, nas fases anteriores, foram identificadas supostas irregularidades na contratação de empresa de locação de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). A atual fase aprofunda as apurações sobre a movimentação e a destinação desses recursos.
Durante a operação, os agentes apreenderam dinheiro em espécie escondido dentro de um livro com fundo falso na casa de um advogado que é alvo da ação.
