O experiente jornalista analisa no seu Jornal GGN o que incomoda Tarcísio e Derrite

Confira:

Como a operação Carbono Oculto espalhou pânico na direita

 

por Luis Nassf, no JornAl GGN

 

A Operação Carbono Oculto tem sido apresentada por autoridades fiscais e policiais como a maior ação integrada contra o crime organizado no setor de combustíveis, envolvendo Receita Federal, MP-SP, MPF, PF e polícias estaduais, com 350 alvos em oito estados, identificação de 40 fundos com R$ 30 bilhões e movimentação de R$ 52 bilhões em postos usados para lavagem de dinheiro entre 2020 e 2024. Em 5/11, o desdobramento “Carbono Oculto 86” interditou 49–50 postos no Piauí, Maranhão e Tocantins, mapeando uso de empresas de fachada, fintechs e fundos, com R$ 5 bilhões em movimentações atípicas e apreensão de bens e uma aeronave.

O sucesso da operação provocou uma rápida reação da ultradireita. Primeiro, com as chacinas da Penha e do Morro do Alemão, uma ação articulada entre o governo do Rio, polícia e Ministério Público Estadual, seguido de um apoio imediato de quatro governadores de direita – Ronaldo Caiado, Tarcísio de Freitas, Romeu Zema e Jorginho Mello.

Coube a Tarcísio de Freitas deixar suas impressões digitais na ação mais ostensiva, para impedir a atuação da Polícia Federal contra o crime organizado, ao liberar seu Secretário de Segurança, Guilherme Derrite, para apresentar um substitutivo à PEC da Segurança do governo.

O PL Antifacções e o substitutivo de Guilherme Derrite

O governo enviou à Câmara o PL Antifacções para endurecer a legislação e fomentar a integração, mas o substitutivo do relator, deputado Guilherme Derrite, gerou forte reação por limitar a autonomia da PF e deslocar o eixo para estados, inclusive ao flertar com alterações na Lei Antiterrorismo e condicionar a atuação conjunta da PF a provocação de governadores.

Ficou nítida a intenção de anular a ação da PF contra as organizações criminosas, justo no dia em que apareciam mais indícios contra dirigentes políticos do União Brasil.

Críticas partiram do Ministério da Justiça (Mario Sarrubbo) e da própria PF, alertando para riscos de tumulto processual, enfraquecimento de investigações e insegurança jurídica;

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Como a operação Carbono Oculto espalhou pânico na direita, por Luís Nassif