Chapa do PL mantém a tradição bolsonarista de colocar parentes na política
O registro das candidatas do Partido Liberal (PL) ao Senado no Distrito Federal, mostra que Bia Kicis e Michelle Bolsonaro, colocaram familiares na primeira suplência. Bia indicou o filho, Samuel Kicis de Sordi, e Michelle colocou o irmão por parte de pai, Diego Torres Dourado.
O primeiro suplente é aquele que assume o mandato, em caso do titular ficar incapacitado para o cargo, como por exemplo ocorreu em Goiás quando o senador Demóstenes Torres (PFL) teve o mandato cassado e o seu primeiro suplente, Wilder Morais (PFL) assumiu o mandato. Cada candidatura ao Senado é formada por um titular e dois suplentes, eleitos na mesma chapa.
A deputada federal Erika Kokay, do Partido dos Trabalhadores (PT), da coligação DF do Povo, registrou Giulia Tadini, presidente do Partido Socialismo e Liberdade no Distrito Federal (Psol-DF), como primeira suplente, e Samuel Domingues, do PT, como segundo suplente. A senadora Leila Barros, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), registrou o advogado Raphael Sodré, da Rede Sustentabilidade (Rede), na primeira suplência, e a advogada Tetê Monteiro, do Psol, na segunda.

Leila lidera pesquisa
Segundo pesquisa Correio/Opinião Inteligência Leila soma 46,9% das intenções de voto consolidadas (23,5% como primeira opção e 23,4% como segunda). Michelle Bolsonaro aparece logo atrás, com 42% (28,7% como primeiro voto e 13,3% como segundo). Em seguida estão Erika Kokay (PT), Bia Kicis (PL), Sebastião Coelho (Novo) e Paulo Octávio (PSD), em um cenário que indica uma disputa aberta pela segunda vaga ao Senado.
O levantamento também avaliou a rejeição aos possíveis candidatos. Michelle Bolsonaro lidera esse indicador, com 30,6% dos entrevistados afirmando que não votariam nela. Erika Kokay aparece em seguida, com 29,4%. Leila registra uma das menores rejeições da pesquisa, com 12%, ficando atrás apenas de Sebastião Coelho, que tem 8,7%. Bia Kicis e Paulo Octávio aparecem com 14% e 16,7%, respectivamente.
A pesquisa foi realizada entre 30 de julho e 1º de agosto, com 1.109 eleitores do Distrito Federal. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF-04077/2026.
Com agências – foto: Instagram PL Mulher