O PL rachou na Assembleia Legislativa de Goiás. A briga começou pelas críticas do deputado estadual Amauri Ribeiro (PL) à ausência do senador Wilder Morais (PL) na votação que levou ao impedimento da indicação do Advogado Geral da União à vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal. Major Araújo (PL) criticou Amauri e fez a defesa de Wilder em discurso na tribuna no Pequeno Expediente
Na sua fala Major Araújo questionou o pronunciamento de Amauri Menezes de que a ausência de Wilder Morais na votação ajudaria numa virtual eleição de Jorge Messias. No seu entendimento a ação de Wilder equivale a um voto não, pois ausências e abstenções prejudicavam o candidato do governo que precisaria de maioria de 41 votos para ser eleito, e teve apenas 34, enquanto a oposição reuniu 42 votos, impedindo assim sua ascensão ao Supremo.

Não parou por aí.
“É má fé induzir que este voto (a ausência) é prejudicial. E pior, é que ele (Amauri), noutro pronunciamento induziu que esta ausência seria devido à R$ 12 milhões em emendas para quem aprovasse o nome. Ora, se ele se ausentou, não pode estar associado a estes nomes”, opina.
Continuando, Major Araújo disse que não viu a mesma indignação do deputado Amauri, “quando o governador Ronaldo Caiado ofereceu 270 vagas no sistema prisional de Goiás para que foram presos no 8 de janeiro em Brasília”, alfinetou, emendando que também não viu Amauri indignado com o contrato de R$ 50 milhões, com escritório de advogacia pago com recursos da taxa do Agro administrada pelo Ifag.
Segundo Major Araújo, o deputado Amauri Ribeiro também não se manifestou sobre investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público (MP) que apontaram que a usina Goiás Bioenergia, localizada em Porteirão (GO), recebeu incentivos fiscais do governo de Ronaldo Caiado (UB) no valor de R$ 266 milhões enquanto era investigada por ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
“Deputado Amauri, o senhor tem 200 mil reais em cargos no governo do Estado de Goiás. O senhor é aliado porque recebe cargos. O senhor sempre se vendeu. O deputado Amauri era do meu partido PRD e nós tínhamos candidato, mas ele apoiou o candidato opositor. Esta prática de adesão do deputado Amauri por emprego, por vantagens sempre esteve aqui”, pontuou Araújo, que disse que Amauri tem que avaliar se está no PL para fazer oposição ou para ajudar o governo.
Amauri Ribeiro, que estava em viagem a Goiandira, e participava de maneira híbrida da sessão, fez sua réplica por meio de celular Ele disse que pretendia ficar na região Sudeste toda semana, mas que irá participar presencialmente da sessão da próxima quinta-feira (07/05) para fazer o debate frente a frente com o colega de bancada.
“Vamos fazer este debate olhando um no olho do outro, porque o senhor é um mentiroso e eu vou provar isso. De forma nenhuma eu ataquei o senador Wilder, eu falei a verdade, ele não votou”, frisou Amauri.
Na tréplica, Major Araújo disse que vai participar da sessão e que vai encarar presencialmente Amauri, porque considera que ele foi injusto com Wilder Morais, que é também o presidente do PL em Goiás.
“Ou fica no PL, e se comporta como direita de verdade, ou sai do PL, porque aqui não é lugar de direita trans. Ou é direita ou não é. Essa direita com aparência de esquerda ou coração de esquerda, aqui não é lugar. Amanhã a gente faz este debate com o maior prazer”, fuzilou.
Fotos: reprodução TV Alego