Um dos maiores do agronegócio em Goiás, ex-deputado diz que reeleição de Lula é boa para democracia e para economia

Ex-deputado federal Constituinte (1987-1990), ex-secretário da Fazenda de Goiás, Jalles Fontoura faz parte de um clã familiar que tem grande importância no desenvolviment0 do agronegócio em Goiás: o Grupo Jalles Machado, instalado em Goanésia, que agrupa várias empresas do ramo alimentício, entre eleas uma usina de álcool e açúcar. Com ações na Bolsa B3 de São Paulo o grupo foi fundado pelo ex-governador Otávio Lage, e hoje é presidido por Otávio Lage Filho, o Otavinho, um dos fundadores da ADIAL (Associação de Desenvolvimento Industrial de Goiás), que reúne o PIB empresarial de Goiás.

Jalles Fontoura de Siqueira  liderou em 2022, juntamente com a ex-ministra da Agricultura, Kátia Abreu, o Movimento Agro Pela Democracia em Goiás, que manifestou o apoio de setores do agronegócio à eleição de Lula (PT),  contra a reeleição do então presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Em entrevista para o site Goianésia Hoje.

O empresário diz que o Brasil precisa continuar fortalecendo a sua democracia. “A Constituição de 1988 fará 40 anos e ela tem enfrentado dificuldades, mas continua prestando um bom serviço à população brasileira e não podemos mudar”, frisa.

Na opinião de Jalles Fontoura, a reeleição do presidente Lula (PT) consolida a democracia e é boa para a economia de Goiás e do Brasil. Ele diz que mesmo as pessoas que estão apoiando as candidaturas do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entendem que Lula deve sair vitorioso deste processo eleitoral.

“Esta eleição de 2026 consolida este quadro de fortalecimento da democracia. “O presidente Lula indo para o quarto mandato, numa disputa palmo a palmo, e eu vejo que mesmo as pessoas que são anti-Lula e bolsonaristas, caiadistas, elas tem convicção de que Lula será presidente. Então vejo que o presidente Lula terá a oportunidade”, frisa.

 

Para Jalles Fontoura a eleição vai ser disputada, mas confia na reeleição do presidente, e na necessidade de um ajuste fiscal em 2027, mas confia na direção do presidente à frente da economia para o Brasil continuar seu processo de crescimento e desenvolvimento.

“Não será nada fácil, será uma eleição de dois turnos, e acho que ele, novamente se coloca na posição de dar mais segurança para o Brasil. Lula terá que enfrentar muita coisa, pois o ano de 2027 será dificílimo. O país terá que fazer um ajuste fiscal duro, e acho que vai ter confiança e consciência de manter o Brasil neste caminho da democracia e ter um resultado na economia muito mais favorável, muito mais progressista do que é hoje”, conclui.