O governo brasileiro pediu que Israel liberte imediatamente os tripulantes da embarcação que tentava entrar em Gaza com ajuda humanitária. Entre os passageiros estão a ativista Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila.
O que aconteceu
O Itamaraty apelou para o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais em nota emitida na manhã de hoje. Também destacou “a necessidade de que Israel remova imediatamente todas as restrições à entrada de ajuda humanitária em território palestino, de acordo com suas obrigações como potência ocupante”.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que a tripulação do ”Madleen” está sendo levada para Israel depois que forças militares apreenderam o navio em águas internacionais.

Sequestro
O navio Madleen, lançado pela Freedom Flotilla Coalition, estava a cerca de 100 milhas náuticas (185 km) de Gaza quando foi interceptado por comandos israelenses.
Segundo a AlJazeera, Israel se prepara para manter os ativistas do ”Madleen” em celas separadas na prisão de Givon, na cidade de Ramla.
Ao chegar ao porto de Ashdod, cidade localizada no distrito Sul de Israel, os ativistas serão escoltados até a prisão em veículos com vidros escuros para minimizar a atenção do público, segundo relatos da mídia israelense.

O ministro da Segurança Nacional de extrema direita de Israel, Itamar Ben-Gvir, instruiu as autoridades prisionais a proibir os ativistas de portarem quaisquer símbolos pró-palestinos durante a detenção e a negar-lhes acesso a aparelhos eletrônicos, como televisores e rádios, em suas celas.
De acordo com o Israel Hayom, os ativistas do ”Madleen” ficarão detidos na prisão de Givon até serem deportados para os respectivos países.
Com Agência Brasil e All Jazeera, fotos: Instagram
