Uma nova pesquisa nacional divulgada pela Indexa Pesquisas/Brodcast, divulgada pelo Estadão, traz o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança do primeiro turno com 39% das intenções de voto, contra 34% do senador Flávio Bolsonaro (PL). No segundo turno Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro 41%. O levantamento ouviu 2.000 eleitores em todo o país, por telefone, com coleta entre 20 e 23 de agosto, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, sob registro TSE BR-06366/2026.
Eleitores rejeitam deepfakes
O bloco da pesquisa sobre sobre inteligência artificial e deepfakes revela que a maioria absoluta dos entrevistados, 84% , rejeitam que um candidato use deepfake para favorecer a própria candidatura, e 92% rejeitam seu uso contra adversários, com 79% defendendo que conteúdos gerados por IA sejam obrigatoriamente identificados como tal — posição que atravessa lulistas, bolsonaristas e o eleitorado de centro sem grandes distinções.

Veja como combater deefakes
Em períodos eleitorais, deepfakes e montagens fraudulentas representam uma ameaça direta à democracia. Vídeos e imagens manipulados podem ser usados para disseminar informações falsas sobre candidatos, criar falsas associações ou desqualificar adversários, influenciando significativamente o resultado das urnas. Essa prática não apenas mina a credibilidade do processo eleitoral, mas também alimenta a desinformação e a polarização entre eleitores.
As autoridades precisam agir com urgência para implementar uma estrutura regulatória sólida, levando em consideração:
1 – Direito Universal de Exclusão:
Todo cidadão deve ter o direito de proibir que ferramentas de IA utilizem suas imagens para fins de montagem ou criação de deepfakes. Plataformas que oferecem tais funcionalidades devem ser obrigadas a implementar controles que respeitem essas restrições.
2 – Registro e Controle Centralizado:
Criação de um banco de dados centralizado, controlado por um órgão público, onde indivíduos possam registrar sua proibição do uso de suas imagens. Ferramentas de IA seriam obrigadas a consultar este banco antes de realizar qualquer manipulação envolvendo a pessoa.
3 – Punições Rigorosas para Infrações:
É fundamental que haja punições severas para plataformas ou indivíduos que não respeitem as restrições impostas. Isso inclui multas significativas e, em casos extremos, sanções criminais.
4 – Certificação de Conformidade:
Empresas que desenvolvem tecnologias de IA deveriam ser obrigadas a obter uma certificação que comprove que seus produtos estão em conformidade com leis de privacidade e não permitem abusos relacionados a deepfakes.
5 – Proteção Eleitoral Específica:
Durante períodos eleitorais, as plataformas devem ser obrigadas a adotar medidas adicionais de segurança para impedir a disseminação de conteúdos manipulados, como validações obrigatórias para vídeos políticos ou imagens amplamente compartilhadas.
6 – Campanhas de Educação Digital:
Paralelamente à regulamentação, campanhas educacionais são essenciais para conscientizar a população sobre os riscos de deepfakes e as ferramentas disponíveis para proteger sua privacidade.
O uso não autorizado de imagens para criação de deepfakes é um problema complexo que ameaça não apenas a privacidade individual, mas também a integridade das eleições, reputações e até a segurança pública. A implementação de regulamentações específicas e ferramentas acessíveis para o público pode reduzir drasticamente os abusos.
Ao permitir que qualquer pessoa proíba o uso de suas imagens por IA, protegemos não apenas os direitos individuais, mas também o processo democrático, garantindo eleições mais transparentes e justas. Essas medidas são essenciais para combater os riscos de manipulação eleitoral, preservando a confiança na democracia e no uso responsável das novas tecnologias.
Com BDF – Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil