Herói dos super ricos, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), está mal na fita com o povão. As hashtagens #HugoMottaTraidor e #CongressodaMamata estão bombando nas redes sociais, depois dele, Motta, liderar a aprovação de pautas contra os trabalhadores, como o aumento da conta de luz. Além disso, Motta liderou o Congresso Nacional contra aprovação de mais imposto para bancos, fintechs e bets, e está adiando a votação da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.
A pauta de Motta e seus aliados, principalmente os deputados do PL, visa desidratar o governo do presidente Lula (PT) abrir caminho para a candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que também é do seu partido, o Republicanos, legenda que é o braço político da Igreja Universal, do Bispo Macedo.
Além de tentar desestabilizar o governo Lula, o presidente da Câmara se alinha ao PL do ex-presidente Jair Bolsonaro para fazer o povo brasileiro pagar a conta da mamatas do Congresso Nacional, que aumentou o número de deputados federais, além de garantir que parlamentares possam acumular salários e aposentadorias ao mesmo tempo.

Prejudicando aposentados
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) anunciou que é contra Medida Provisória do presidente Lula que garante crédito extraordinário pagar pagar os aposentados que foram as vítimas de fraudes no INSS.
O deputado diz que o governo tem que devolver o dinheiro de quem foi roubado, “mas contendo gastos, nunca aumentando”. “Porque isso, infelizmente, vai cair sempre sobre o pagador de impostos que somos todos nós, os brasileiros”, declarou.
Ironicamente, ao mesmo tempo em que faz o discurso de economia do dinheiro público, Sóstenes Cavalcante é ferrenho defensor da liberação de R$ 50 bilhões em emendas para que sejam gastos pelos deputados sem fiscalização.

Fome de dinheiro
As emendas secretas ou emendas pix, liberadas na época do governo Bolsonaro, fazem a festa do Centrão, grupo do qual Hugo Motta faz parte é que é caraterizado por deputados cuja prática política se confunde com clientelismo e fisiologismo.
Motta é contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de dar transparência a estas emendas, que são liberadas sem indicação do destinatário e sem o mínimo de fiscalização e controle público. O presidente da Câmara, que cobra controle de gastos do governo, quer gastar sem controle com emendas, e ainda cria outras ao aumentar de 513 para 531 o número de deputados, criando gasto extra de R$ 65 milhões somente em salários e vantagens para os novos parlamentares, sem levar em conta ainda, as emendas parlamentares.

Ação da AGU
Na noite desta terça-feira (1), após o governo Lula, através da Advocacia-Geral da União (AGU), ajuizar no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação para anular a votação da Câmara que derrubou o decreto que alterava a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a hashtag #HugoMottaTraidor explodiu no X (antigo Twitter) e passou a figurar na lista de assuntos mais comentados do momento.
“Hugo Nem Se Importa”
Com mais de 7,8 mil seguidores em apenas 4 dias no Tik Tok, o perfil Brasil – Sátira do Poder, “onde o povo paga, e eles riem com estilo”, viralizou, com vídeos espalhados em outras redes ao desnudar o alinhamento de políticos Centrão e da direita no Congresso com os ricos no Brasil.
Os vídeos, feitos com Inteligência Artificial, têm como protagonista o deputado Hugo Nem Se Importa, uma figura satírica baseada no presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que está à frente da defesa dos interesses dos ricaços na articulação para “sangrar” Lula, antecipando a disputa presidencial contra o provável candidata da terceira via, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos).

“Fala, meu povo escravo do trampo. Aqui quem fala é o deputado Hugo Nem Se Importa. Agora é hora do jantar de luxo. E quem paga a conta? Vocês. Relaxa, galera. Podem comer e beber à vontade. Reembolso é pra isso mesmo, pra degustar o suor do povo”, diz Hugo Nem Se Importa no vídeo divulgado nesta segunda-feira (1º), que já tem mais de 1,3 mil comentários.
“Relaxa, Brasil. Amanhã essa garrafa vira nota fiscal”, segue o personagem satírico, que entorna uma garrafa de whisky, como fez Motta recentemente.
Para Hugo Motta, e seus colegas defensores de privilégios para parlamentares e bilionários, resta apenas a frase do ex-presidente argentino, Juan Domingo Perón: “Del ridículo no se vuelve”, traduzindo: “Do ridículo não se volta”.
Com informações do ICL e Fórum – Foto Capa: Hugo Motta bebendo uísque na garrafa Foto: Reprodução/Instagram Renan da Resenha