Neste 7 de novembro, há 109 anos, Vladimir Lenin e Leon Trotsky lideravam a primeira revolução socialista vitoriosa do mundo
Há 109 anos, em 7 de novembro de 1917, a classe operária russa, liderada pelo líder do Partido Bolchevique Vladimir Lenin e pelo presidente do Soviet de Petrogrado, Leon Trotsky, tomava o poder na Rússia derrubando a ditadura do czar Nicolau II, que havia levado o país à guerra, à destruição, à fome e à miséria. A revolução russa de 1917 foi a primeira revolução vitoriosa no mundo feita pelos operários.
Assim como a revolução francesa havia apontado o fim da servidão e do domínio feudal, a revolução russa significou o nascimento de um novo mundo que superou a escravidão assalariada, criando a primeira sociedade coletivista e consciente. Lenin liderou uma revolução que superaria a anarquia da busca frenética por lucro e colocou em seu lugar uma sociedade moderna, solidária e baseada na ciência e no planejamento.
Mesmo enfrentando a invasão de 18 potências lideradas pelo imperialismo inglês, o governo de Lenin resistiu. Leon Trotsky criou o Exército Vermelho e derrotou a contrarevolução dos czaristas do Exército Branco, que era apoiado por Inglaterra, França, Alemanha Estados Unidos e outrs países europeus. Ao fim da Guerra Civil em 1921, A dupla iniciou a construção da nova sociedade socialista. A Rússia, transformada em URRSS (União das Epúblicas Socialistas Soviéticas) saiu da condição de um país agrário e atrasado para se tornar uma potência moderna e desenvolvida e um país de vanguarda na tecnologia e no desenvolvimento social.
Mesmo tendo sido cercada pelo mundo imperialista, a URSS se desenvolveu e tornou-se a primeira economia da Europa, servindo de exemplo para o mundo inteiro. No Brasil, que vivia a sua primeira greve geral, realizada em julho de 1917, a revolução russa gerou um grande entusiasmo entre os trabalhadores em luta.
O exemplo de desenvolvimento acelerado da economia e das conquistas históricas do povo russo, além de gerar o entusiasmo entre os trabalhadores de todo o mundo, gerou também o ódio mortal do imperialismo em decadência.
A solução encontrada pelos monopólios industriais e financeiros para paralisar a grande influência do socialismo no mundo foi financiar e armar o nazismo para servir de aríete do império contra a jovem pátria do socialismo. Foi com este objetivo que os monopólios europeus e americanos deram início à Segunda Guerra Mundial.
A República Soviética, neste período monopolizada pelo ditador por Josef Stalin, resistiu heroicamente à agressão da Alemanha nazista e de seus satélites financiados pelos grandes magnatas das finanças mundiais.

O povo soviético e seu heroico Exército Vermelho liderado pelo Marechal Gueorgui Konstantínovitch Júkov e pelo Marechal Ivan Konev derrotaram o VI Exército Alemão nas batalhas de Estalingrado e Kursk e salvaram a humanidade da besta nazista ao custo de mais de 20 milhões de vidas. Este grande sacrifício dos trabalhadores soviéticos foi responsável pela enterro do fascismo e pela libertação de diversos países do mundo. A vitória soviética abriu caminho para o fim do sistema colonial iniciado há séculos no mundo.
Inspirados nos grandes feitos da revolução russa, nasceu no Brasil, em 1922, o Partido Comunista do Brasil que teria um papel cada vez maior na luta dos brasileiros por sua liberdade e seu desenvolvimento soberano. Na esteira da crise do imperialismo e da derrota do nazi-fascismo, o Brasil realizou a sua revolução de libertação de 1930, tirando o país da órbita do imperialismo inglês.
É portanto, mais do que natural que os brasileiros, que acabaram de derrotar, também heroicamente, a reação e o fascismo nas últimas eleições, homenageiem os 109 anos da primeira revolução operária vitoriosa do mundo. Uma revolução que derrotou o regime reacionário dos czares e também foi o responsável pelo enterro de Hitler e do nazi-fascismo.

A origem do Exército Vermelho está na Guerra Civil Russa, realizada entre os anos de 1918 e 1921. Seu fundador foi Leon Trotsky. Existia o Exército Branco, comandado pelos conservadores e pessoas não russas que tinham interesses no país. Para contrapô-los de maneira armada, os bolcheviques criaram o Exército Vermelho.
Após a vitória nessa guerra, o Exército Vermelho compôs oficialmente o poder, passando a ser força armada. A Guerra Civil Russa adveio do término da I Guerra, por essa razão o sentimento comum dos russos era de reconstruírem-se após os dois conflitos. Foi nesse período que o Exército Vermelho padeceu de uma onda de egressões.

Resumo sobre Exército Vermelho
- O Exército Vermelho foi a força armada oficial da URSS. Criado por Leon Trotsky em 1918 e extinto em 1991.
- A origem do Exército Vermelho remete à fase anterior à Revolução Russa, quando foi fundado por Trotsky para se defender do Exército Branco (conservadores e estrangeiros).
- A função do Exército Vermelho era, inicialmente, lutar contra o Exército Branco, depois passou a fazer toda a defesa da URSS.
- O maior líder do Exército Vermelho foi Leon Trotsky, seu fundador.
- O Exército Vermelho defendia os valores da Revolução Bolchevique.
- O Exército Vermelho era diametralmente oposto ao Exército Branco. Um era de bolcheviques revolucionários, e o outro de conservadores com apoio de forças estrangeiras.
- Exército Vermelho foi extinto em 1991, junto ao fim da União Soviética.

O expurgo de Stalin quase liquidou a URSS na 2ª Guerra
Antes do início da Segunda Guerra Mundial, Joseph Stalin expurgou seu corpo de oficiais, eliminando milhares de líderes talentosos. Isso quase custou a guerra à Rússia, durante o expurgo paranoico do ditador entre 1937 e 1938.
Em dois anos, 36.671 oficiais do Exército Vermelho foram executados, enviados para o gulag ou demitidos do serviço.
A dimensão do expurgo foi impressionante: 13 dos 15 comandantes do exército, 50 dos 57 comandantes de corpo de exército, 154 dos 186 comandantes de divisão, 220 dos 406 comandantes de brigada, todos os 11 vice-comandantes da defesa, 98 dos 108 membros do Soviete Militar Supremo, todos os comissários políticos do exército, 25 dos 28 comissários de corpo de exército e 58 dos 64 comissários de divisão. Nem mesmo os escalões inferiores foram poupados: quase metade dos coronéis e 7.403 capitães foram vítimas do expurgo. “Isso é pior do que quando a artilharia atira contra as próprias tropas”, comentou o General Konstantin Rokossovsky. Mais generais e coronéis soviéticos foram mortos por Stalin do que morreram na Segunda Guerra Mundial.
Os efeitos do expurgo puderam ser vistos na desastrosa Guerra de Inverno contra a Finlândia, em 1939-1940. Como descreveu o futuro primeiro-ministro soviético Nikita Khrushchev: “Stalin estava furioso com os militares e com Voroshilov — justificadamente, na minha opinião. Stalin levantou-se de um salto, enfurecido, e começou a repreender Voroshilov. Voroshilov também estava furioso. Levantou-se de um salto, ficou vermelho e atirou as acusações de Stalin de volta na cara dele: ‘A culpa de tudo isso é sua! Foi você quem mandou matar nossos melhores generais!’ Voroshilov então pegou uma travessa de leitão assado e atirou-a contra a mesa.” Embora destituído do cargo de comissário da defesa, Voroshilov, surpreendentemente, não foi fuzilado por seus atos. Ele sobreviveu a Stalin e serviu como presidente cerimonial da União Soviética, vivendo até 1970.
Por causa do fiasco finlandês, Stalin reabilitou e reintegrou 13.000 oficiais. Rokossovsky foi enviado para um balneário para se recuperar e recebeu uma dentadura de metal. Sempre disposto a brincar com suas vítimas, Stalin fingiu surpresa ao ver Rokossovsky. “Não o vejo há algum tempo”, disse o ditador. “Onde você esteve?” “Fui preso, camarada Stalin”, respondeu Rokossovsky. “Estava na prisão.” Stalin riu. “Que ótima hora você escolheu para ir para a prisão!”