Goiás registrou uma alta expressiva nos casos de feminicídio, com destaque para o aumento de 113% no primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025,
Em 2025, o número de casos passou de 56 para 59, o que representa um aumento de 6%. Na comparação com 2018, quando foram registrados 36 crimes, a alta chega a quase 64%.
A violência contra a mulher aumentou também noutras modalidades criminosas, como a perseguição, chamada de ‘stalking’. Foram 4.334 denúncias, quase 200 a mais que as 4.136 de 2024. A elevação foi de 4,7%.
Houve ainda alta nos crimes importunação sexual, que não distingue vítimas mulheres ou homens, aumentou 6,3% no mesmo período. O estado saiu de uma taxa de 19,8 para 21. Em números absolutos foram 1.562 casos em 2025 ante 1.455 em 2024
Algumas modalidades de crime contra mulheres tiveram queda em 2025 no estado. O número de estupro com vítimas femininas caiu de 728 para 687. O estupro de vulnerável com vítimas meninas caiu 12,5% – foram 2.655 casos em 2025 contra 3.005 no ano anterior.
Brasil
O Brasil registrou 741 feminicídios entre janeiro e junho de 2026, uma redução de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 760 casos. Os dados constam do Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e pelo Ministério das Mulheres (MMULHERES) com base nas informações do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp VDE).
Na comparação mensal, junho apresentou 108 registros, o menor número do primeiro semestre de 2026. No acumulado do período, foram 19 casos a menos em relação ao primeiro semestre de 2025.
A análise por unidade da Federação mostra comportamentos distintos. Acre (AC), Rondônia (RO), Roraima (RR), Piauí (PI), Maranhão (MA) e Pernambuco (PE) registraram redução nos casos em comparação ao primeiro semestre do ano anterior. Houve aumento em Goiás (GO), Santa Catarina (SC), Paraná (PR), Sergipe (SE), Amazonas (AM) e São Paulo (SP), enquanto Bahia (BA), Espírito Santo (ES), Pará (PA) e Tocantins (TO) mantiveram estabilidade no período.
Regionalmente, as maiores reduções foram observadas nas regiões Norte (-20,0%) e Nordeste (-19,9%). As regiões Centro-Oeste (+19,0%), Sul (+19,2%) e Sudeste (+2,6%) registraram aumento no número de casos em relação ao primeiro semestre de 2025. No consolidado nacional, a redução foi de 2,5%.
O levantamento também apresenta a evolução dos registros ao longo de 2026. Na comparação entre os dois primeiros trimestres do ano, observa-se redução de 59 casos, indicando queda dos feminicídios entre abril e junho em relação ao período de janeiro a março.
Operação Integrada Mulher Segura
O monitoramento também registra os dados das duas fases da Operação Integrada Mulher Segura realizadas em 2026.
A primeira fase, entre 19 de fevereiro e 5 de março, contabilizou 6.328 prisões, atendimento a 38.801 vítimas, acompanhamento de 30.388 medidas protetivas, com a atuação de 40.097 policiais e ações em 2.615 municípios.
A segunda fase, entre 1º de junho e 21 de julho, registrou 14.113 prisões, atendimento a 53.343 vítimas, acompanhamento de 25.420 medidas protetivas, mobilização de 58.833 policiais e ações em 1.384 municípios. Do total de prisões nas duas fases, 16.131 ocorreram em flagrante e 4.310 foram decorrentes de cumprimento de mandados de prisão.
Agência Gob