Mais de 80% dos estados brasileiros indicaram adesão à proposta de subsídio ao diesel importado apresentada pelo Ministério da Fazenda, informou a pasta em nota conjunta divulgada com o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

A medida busca conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. A proporção de 80% das 27 unidades da Federação significa que 22 ou 23 aceitaram a proposta do governo.

O governador Daniel Vilela, em seu primeiro ato após cerimônia de posse na Assembleia Legislativa, anunciou, na terça-feira (31/03), que Goiás vai aderir à proposta que prevê subsídio temporário a importadores de diesel, com o objetivo de conter a alta do preço do combustível no país.

“Vamos dar a nossa contribuição para que a população não seja ainda mais prejudicada com novos aumentos. Qualquer tipo de reajuste no diesel, combustível essencial para o principal modal de transporte do país, que é o rodoviário, tem reflexo direto para os consumidores e é algo que não queremos”, afirmou Daniel Vilela.

Estados que se manifestaram a favor da medida:

 

  1. Acre (AC)
  2. Alagoas (AL)
  3. Amazonas (AM)
  4. Bahia (BA)
  5. Ceará (CE)
  6. Espírito Santo (ES)
  7. Goiás
  8. Maranhão (MA)
  9. Mato Grosso (MT)
  10. Mato Grosso do Sul (MS)
  11. Minas Gerais (MG)
  12. Paraíba (PB)
  13. Paraná (PR)
  14. Pernambuco (PE)
  15. Piauí (PI)
  16. Rio Grande do Norte (RN)
  17. Rio Grande do Sul (RS)
  18. Roraima (RR)
  19. Santa Catarina (SC)
  20. Sergipe (SE)
  21. Tocantins (TO)

 

Os demais estados — Amapá (AP), Pará (PA), Rondônia (RO), São Paulo (SP) — ainda não se manifestaram. O Distrito Federal (DF) já se posicionou contra

Mais cedo, o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a medida provisória com o subsídio sai ainda esta semana. Embora a subvenção não exija o compromisso de todos os governadores, o ministro explicou as negociações para conseguir a adesão de todas as unidades da Federação contunuam.

De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcados pela União e os outros R$ 0,60 pelas unidades da federação.

Proporção

Segundo o comunicado, a participação dos estados será proporcional ao volume de diesel consumido em cada região, embora os critérios específicos ainda estejam em definição.

A iniciativa terá duração limitada, com o objetivo de evitar impactos fiscais permanentes. A adesão é voluntária, conforme discutido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão deliberativo que reúne os secretários estaduais da área, acima do Comsefaz.

O texto também estabelece que as cotas dos estados que optarem por não participar não serão redistribuídas entre os demais, preservando a autonomia das unidades federativas.

“A iniciativa reforça o diálogo cooperativo entre União e estados na busca por soluções conjuntas para o mercado de combustíveis, com foco na previsibilidade de preços, na segurança do abastecimento e na manutenção do equilíbrio das contas públicas em todos os níveis de governo”, ressaltou a nota conjunta.

Com Agência Brasil, G1 e Agência Cora, foto: Secom