O candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, marcou o início da campanha eleitoral com um ato na praia de Copacabana, neste domingo (16). O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que o pai, condenado e preso por tentativa de golpe de Estado, nunca foi uma ameaça para a democracia.
Sem citar a prisão, o senador lamentou a ausência de Jair e dedicou a primeira parte do seu discurso à defesa de Bolsonaro como “homem de bem, honesto e incorruptível”. Na sequência, o comício reproduziu em áudio um trecho antigo de discurso de Jair Bolsonaro em tom emotivo.
Flávio comparou Bolsonaro a Pelé e fez uma série de ataques ao governo Lula (PT). “Estou mais do que preparado para enfrentar esse sistema podre. Hoje o Brasil olha para Brasília com nojo”, disse. Ele prometeu “fazer um tesouraço” no orçamento público e classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como grupos terroristas.
“Quem tem soberania aqui no Complexo do Alemão? O governo ou o Comando Vermelho? Ou está fechado com o crime organizado, ou é muito incompetente. Eu vou resgatar a soberania do Brasil porque eu vou tratar PCC, Comando Vermelho e milícia como organização terrorista”, disse.
O candidato fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que, se eleito, terá legitimidade para reduzir a maioridade penal e indicar quatro ministros “contra o aborto, a liberação das drogas e que voltarão a respeitar a Constituição”.
Em diversos momentos, Flávio recorreu ao pai para engajar o público de Copacabana. “Vocês conhecem uma pessoa chamada Jair Messias Bolsonaro. Eu te amo, pai. Eu sou filho do Brasil, nós somos irmãos e o Brasil vai vencer”, discursou.
Economia e relações internacionais
Flávio citou Lula nominalmente em diversos momentos para criticar o petista e seu governo, chamando de “caloteiro da esperança” e “gastador”. “Quando a caixa de [chocolate] Bis baixa de 20 para 16 unidades, a culpa é do Lula. Quando o rolo de papel higiênico passa de 40 metros para 36, a culpa é do Lula”, bradou o Flávio para um público minguado na Avenida Atlântica.
Em relação a outros países, Flávio garantiu ser o único com credibilidade para negociar acordos com o governo Donald Trump, dos Estados Unidos, e com Javier Milei, na Argentina. “Sou o único que pode sentar com os Estados Unidos, com a China, com Israel, com o Oriente Médio, com a Índia, com a Argentina, e fazer os maiores e melhores acordos comerciais para o bem da nossa nação”, disse.
Na área da educação, Flávio disse que vai distribuir vouchers para mães colocarem os filhos em creches privadas e prometeu mudanças no currículo escolar e nas universidades públicas.
“Nossos jovens não podem mais ser transformados em militantes. Vou trazer o setor produtivo privado para dentro das universidades para fazerem parcerias e investimento em pesquisa, tecnologia e inteligência artificial”, afirmou.

Alianças frágeis
Flávio dividiu o palanque com o vice, Alfredo Gaspar (PL), com políticos de extrema direita, com candidatos ao legislativo pelo PL de diversos estados e também com Douglas Ruas, candidato ao governo do Rio de Janeiro e presidente da Assembleia Legislativa (Alerj).
No sábado (15), o partido registrou uma baixa com a saída do senador Romário, que decidiu abandonar a legenda para apoiar a candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do Rio.
PP e União Brasil já haviam desembarcado da chapa de Flávio Bolsonaro em agosto. No Rio, o isolamento do PL na corrida eleitoral ficou ainda mais evidente quando o ex-vice de Ruas declarou apoio a Paes na semana passada.
🔥 COPACABANA LE QUEDÓ ENORME: FLÁVIO BOLSONARO ARRANCÓ LA CAMPAÑA CON UN DURO GOLPE DE REALIDAD
Fracaso en el arranque. Flávio Bolsonaro eligió la emblemática Copacabana para lanzar su candidatura presidencial, pero la convocatoria quedó muy por debajo del multitudinario acto… pic.twitter.com/8lwNodNcdu
— Argentina Noticias (@argennoti) August 16, 2026
BdF – Fotos: reprodução Youtube